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Frio exige cuidados com gado: veja como proteger animais de produção

Médico veterinário Ricardo Lemos alerta para riscos de temperaturas extremas e destaca a importância do planejamento nutricional e abrigos naturais

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 14:18 • Atualizado em 29/05/2026 • 14:18

A onda de frio que atinge diversas regiões do Brasil acende um alerta para os produtores rurais sobre o bem-estar dos animais de produção. Em situações de temperaturas extremamente baixas, especialmente quando acompanhadas de ventos e chuvas, o gado pode sofrer com o estresse térmico, o que exige medidas imediatas de manejo e proteção.

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Segundo o médico veterinário Ricardo Lemos, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o frio extremo causa um desequilíbrio no organismo animal. A sensação térmica, agravada por fatores climáticos externos, pode colocar em risco a saúde do rebanho se não houver um planejamento adequado de abrigo e nutrição.

Planejamento nutricional como isolante térmico

Um dos pontos centrais para enfrentar o inverno no campo é a condição nutricional do animal. Lemos explica que a gordura corporal funciona como um isolante térmico natural, auxiliando na produção interna de calor. No entanto, o especialista ressalta que esse cuidado deve ser constante, e não apenas uma reação ao clima.

"A condição nutricional de um animal é de curto prazo, então a gente precisa que isso já seja feito", afirma o professor. Ele adverte que, quando o frio chega de forma severa, muitas vezes não é possível reverter um estado nutricional precário de maneira imediata para proteger o animal.

Desafios dos sistemas intensivos e abrigos

Com a expansão de sistemas de produção mais intensivos, a ausência de abrigos naturais tornou-se um problema maior. Ricardo Lemos aponta que o vento e a chuva potencializam a perda de calor, dificultando a manutenção da temperatura corporal do gado em áreas abertas e sem proteção.

Para mitigar esses efeitos, o médico veterinário recomenda:

Melhoria do conforto térmico: criar alternativas de abrigo, tanto para o frio quanto para o calor.

Preservação de matas: manter áreas de mata nativa nas propriedades serve como barreira natural contra ventos e oferece refúgio térmico.

Atenção às raças: Lemos observa que as raças taurinas (origem europeia) são geralmente mais resistentes ao frio que as zebuínas (origem indiana), embora nenhuma seja totalmente imune a condições extremas.