A produção de banana no Distrito Federal revela uma história de superação e sucesso. O agricultor Jefferson, que chegou a colocar sua propriedade à venda após enfrentar dificuldades financeiras com o cultivo de hortaliças, encontrou na fruta um caminho para a estabilidade e hoje é um modelo de gestão na região.
A trajetória, que ilustra o potencial do agronegócio quando aliado à técnica e persistência, foi destaque no programa AgroBand desta segunda-feira (22), em celebração ao Dia da Banana.
Há 37 anos, a família de Jefferson migrou do Rio Grande do Sul para o Distrito Federal. Após anos trabalhando para terceiros, conseguiram adquirir a própria terra, onde inicialmente investiram na produção de verduras e legumes. No entanto, o negócio não prosperava.
“Cheguei a um ponto em que estava trabalhando para fazer dívidas”, relata Jefferson. A frustração o levou a cogitar abandonar a vida no campo e se tornar caminhoneiro.
A virada: da dívida à referência no campo
A mudança de rumo veio a partir do conselho de um amigo, que o incentivou a apostar na bananicultura. A transição exigiu uma nova abordagem e um forte investimento em tecnologia e boas práticas agrícolas.
O sucesso da empreitada foi garantido pela combinação de fatores essenciais, como o manejo adequado do solo — um conjunto de técnicas para cuidar da terra e garantir sua saúde e fertilidade —, a desfolha correta das plantas e um sistema de irrigação preciso.
A propriedade passou a contar com tecnologia de ponta para o acompanhamento da umidade do solo, um ponto crítico para a cultura, como explica o produtor: “A banana é exige muita água. Não pode faltar água para que ela possa expressar seu maior potencial produtivo”.
Aliado a uma forte assistência técnica, o esforço conjunto da família e de três funcionários transformou a lavoura. O cultivo da banana, segundo Jefferson, trouxe mais equilíbrio financeiro e qualidade de vida, pois garante uma renda semanal constante.
Produção modelo e o sabor que vem da fazenda
Hoje, os oito hectares da propriedade são vistos como um modelo de gestão de bananal, com planos de expansão para mais três hectares nos próximos meses. São produzidas duas variedades de banana prata, a platina e a anã, totalizando cerca de 25 toneladas por mês. O destino da produção tem um forte impacto social: 90% do volume é direcionado para a merenda de escolas da região, enquanto os 10% restantes são comercializados em feiras locais.
O excedente da produção ganha um destino especial nas mãos de Ana, esposa de Jefferson. Com talento e carinho, ela transforma as frutas em iguarias que celebram o sabor do campo.
A lista de receitas é vasta e inclui bombom de banana com coco, bolos, bolinho de chuva e até a sofisticada torta banoffee. "É meu hobby. A cozinha é onde me encontro. Faço para desestressar, para acalmar e com muito amor", conta a cozinheira, que tem a banana como sua fruta preferida e principal inspiração.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

