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Argentina projeta safra recorde de 24,5 milhões de toneladas de trigo em 2025/26

Projeção da Bolsa de Comercio de Rosario aponta para uma produção de 24,5 milhões de toneladas

Da redação
DA REDAÇÃO

26/11/2025 • 12:16 • Atualizado em 26/11/2025 • 12:16

Argentina é a maior fornecedora do trigo usado no Brasil

Argentina é a maior fornecedora do trigo usado no Brasil

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Resumo

Projeção indica safra histórica de trigo na Argentina em 2025/2026, com produção estimada em 24,5 milhões de toneladas, superando o recorde anterior e ampliando a oferta para exportação, especialmente ao Brasil, que deve importar cerca de 5 milhões de toneladas.

Análise da Bolsa de Comércio de Rosário aponta oferta total de trigo argentino próxima de 28 milhões de toneladas, com quase 20 milhões destinadas à exportação; preocupação do setor recai sobre possível queda na qualidade do grão devido às condições climáticas e ausência de segregação na exportação, exigindo atenção dos moinhos brasileiros.

Estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção brasileira de trigo em 7,7 milhões de toneladas em 2025/2026, com clima favorável nas principais regiões produtoras, mas alerta para redução de investimentos em insumos, maior suscetibilidade a doenças e impactos das chuvas intensas no Paraná sobre o potencial produtivo.

A Argentina pode ter uma safra histórica de trigo no ciclo 2025/2026, apontou a Bolsa de Comércio de Rosário, com 24,5 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume supera o recorde anterior e amplia a oferta para o mercado internacional, especialmente para o Brasil, maior comprador do grão argentino. Por aqui, a produção é estimada em 7,7 milhões de toneladas, quase metade da demanda doméstica.

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"A oferta total de trigo na Argentina, considerando os estoques iniciais, deve chegar perto de 28 milhões de toneladas, com quase 20 milhões disponíveis para exportação, um aumento de cerca de 4 milhões em relação ao ano passado. Mantemos grande otimismo para a comercialização externa, que dependerá da dinâmica do mercado interno e da demanda, especialmente do Brasil, que deve importar cerca de 5 milhões de toneladas neste ano, com perspectiva de crescimento no próximo", afirma o líder da área de análises econômicas da Bolsa de Comercio de Rosario, Bruno Ferrari.

No entanto, apesar da projeção maior, a preocupação com a qualidade do trigo colhido neste ciclo preocupa o setor, afirmam produtores que visitaram as lavouras argentinas durante o Giro Abitrigo, durante os dias 18 e 20 de novembro. Na visita, o constatou a ausência de segregação na exportação e as condições climáticas indicam uma provável queda na qualidade do produto. Esse cenário foi confirmado por técnicos, produtores e analistas durante visitas a campos, moinhos e terminais portuários.

“O volume é muito alto, mas temos a expectativa de um grão inferior. Para o Brasil, isso significa que os moinhos precisarão estar atentos e buscar soluções para garantir a qualidade ao cliente final, diante das novas condições do abastecimento”, alerta o superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo - Abitrigo, Eduardo Assêncio.

Este cenário reforça o papel estratégico da Argentina no abastecimento do trigo brasileiro e a necessidade de estratégias de gestão e negociação adequadas para o novo ciclo, marcado pelo recorde de produção e pela exigência crescente por qualidade no mercado nacional e internacional.

Clima beneficia lavouras de inverno no Brasil

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento estima que a produção de trigo na safra 2025/2026 alcance 7,7 milhões de toneladas. As condições climáticas das principais regiões produtoras, prinicpalmente na região sul, são consideradas “favoráveis” pela Conab, para as culturas de inverno nesta temporada.

“Entretanto, a redução dos investimentos em insumos, especialmente fertilizantes e defensivos, tornou as lavouras mais suscetíveis a doenças e limitou o pleno aproveitamento do potencial produtivo, resultando em espigas menores e com menor número de grãos”, alertou a companhia. “Vale destacar que no Paraná, as chuvas intensas, registradas no início de novembro, ainda podem influenciar as lavouras que ainda permanecem em campo”, acrescentou.

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