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Baixa oferta de limão tahiti eleva preços e muda rumo da safra em SP

Redução gradual de frutos e problemas com o clima impulsionam as cotações no mercado doméstico e nas exportações

Da redação
DA REDAÇÃO

12/06/2026 • 08:35 • Atualizado em 15/06/2026 • 12:55

Tony Oliveira/Trilux

Resumo

Alta do preço da lima ácida tahiti é registrada no mercado doméstico e de exportação, impulsionada pela redução da oferta e por limitações na qualidade da safra paulista, segundo dados do Cepea.

Entressafra tradicional, agravada por fatores climáticos, compromete a coloração e qualidade dos frutos, levando produtores a retardar a colheita e resultando em excesso de frutas maduras inadequadas para exportação.

Mercado interno absorve maior volume da produção paulista, enquanto a escassez de lotes aptos para exportação e a forte demanda internacional elevam os preços, com a caixa de 27,2 quilos subindo de R$ 20,06 em abril para R$ 25,96 em junho de 2026.

O preço do limão tahiti, conhecida popularmente como limão tahiti, segue em forte ritmo de elevação no mercado doméstico e nas operações de exportação. De acordo com levantamentos do Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Cepea), a valorização é impulsionada pela redução gradual da oferta disponível e por limitações na qualidade de parte da safra paulista.

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Na parcial de junho de 2026, o valor da fruta in natura na árvore, no Estado de São Paulo, alcançou o nível de R$ 25,96 por caixa de 27,2 quilos, consolidando uma sequência de altas consecutivas nos últimos meses.

Entenda o impacto do clima nos pomares paulistas

Segundo pesquisadores do Cepea, a alta dos preços ocorre em um período tradicionalmente marcado pela entressafra do limão tahiti em São Paulo. A entressafra representa o ciclo entre as safras principais, momento em que a colheita diminui naturalmente e o volume de frutos no mercado fica escasso.

Neste ano, contudo, fatores climáticos agravaram o quadro geral ao comprometerem a coloração e parte da qualidade dos citros nos pomares paulistas. Diante da recuperação das cotações observada nos últimos meses, produtores rurais adotaram a estratégia de retardar a colheita em algumas áreas. O objetivo era fechar negócios com valores ainda mais atraentes no futuro.

Em determinados casos, no entanto, essa decisão resultou em frutas excessivamente maduras ainda no pomar. Esse fator reduziu o potencial de comercialização do limão tahiti para os mercados mais exigentes, como o internacional, que demanda padrões rígidos de qualidade.

Mercado interno absorve maior volume da fruta

Como conseqüência desse cenário de restrição qualitativa, uma parcela maior da produção paulista tem sido destinada ao mercado interno. Em contrapartida, os lotes aptos para o comércio exterior tornaram-se bastante escassos.

O quadro atual é particularmente sensível para o setor citrícola porque coincide com um período de procura aquecida fora do País. A forte demanda internacional amplia a concorrência pela fruta de melhor padrão visual e fitossanitário, elevando os preços em toda a cadeia de distribuição.

Estatísticas detalhadas do Cepea indicam a velocidade do avanço dos preços da caixa de 27,2 quilos da tahiti na árvore em São Paulo:

  • Abril: R$ 20,06
  • Maio: R$ 24,53
  • Junho (até o dia 10): R$ 25,96

Especialistas do setor apontam que a tendência para as próximas semanas depende diretamente do ritmo da colheita e da estabilização das condições climáticas nas principais regiões produtoras de São Paulo.

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