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Brasil bate recorde na exportação de carne suína e deve ser 3º do mundo

Embarques cresceram 11,6% e somaram 1,5 milhão de toneladas em 2025; país ultrapassa Canadá e fatura US$ 3,6 bilhões com destaque para as Filipinas

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 13:13 • Atualizado em 07/01/2026 • 13:13

Brasil assume a posição de 3º maior exportador de carne suína

Brasil assume a posição de 3º maior exportador de carne suína

CNA/Trilux

Resumo

Exportação brasileira de carne suína alcança 1,510 milhão de toneladas em 2025, crescimento de 11,6% em relação a 2024, com faturamento recorde de US$ 3,619 bilhões e projeção de superar o Canadá como terceiro maior exportador mundial.

Alteração no perfil dos compradores destaca as Filipinas como principal destino, com 392,9 mil toneladas importadas (+54,5%), enquanto China reduz compras em 33,9%, e mercados como Chile, Japão e Hong Kong ampliam participação nas exportações brasileiras.

Desempenho expressivo em dezembro, com embarques de 137,8 mil toneladas (+25,8%) e receita de US$ 324,5 milhões, reforça tendência de demanda internacional aquecida e expectativa positiva para produtores e agroindústrias em 2026, segundo ABPA.

O agronegócio brasileiro inicia 2026 com uma marca histórica consolidada. O Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína ao longo de 2025, o maior volume já registrado pelo setor. O desempenho representa um crescimento de 11,6% em comparação a 2024 e coloca o país em um novo patamar no cenário internacional. Com esse resultado, o Brasil deve superar o Canadá e assumir o posto de terceiro maior exportador mundial da proteína. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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Além do volume físico, a receita cambial — o dinheiro que entra no país com as vendas — também apresentou forte alta. O faturamento totalizou US$ 3,619 bilhões no ano passado. O montante é 19,3% superior aos US$ 3,033 bilhões registrados no ciclo anterior.

Mudança no mapa das exportações

Um dos pontos de maior atenção no levantamento da ABPA é a mudança no perfil dos compradores da carne brasileira. A China, que por anos liderou as compras com folga, reduziu suas importações em 33,9%, somando 159,2 mil toneladas. Em contrapartida, as Filipinas assumiram a liderança absoluta como principal destino. O país asiático importou 392,9 mil toneladas em 2025, um salto expressivo de 54,5% em relação ao ano anterior.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, esse movimento é estratégico para a sustentabilidade do setor a longo prazo. "Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil", avalia Santin.

O executivo destaca que outros mercados também ganharam relevância, diminuindo a dependência de um único comprador. "Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional", completa o presidente da entidade.

O ranking dos compradores

Além das Filipinas e da China, outros parceiros comerciais apresentaram crescimento e ajudaram a compor o resultado recorde. O Chile aparece na terceira posição, com a compra de 118,6 mil toneladas (+4,9%). O Japão, um mercado exigente em termos sanitários e de qualidade, aumentou suas compras em 22,4%, totalizando 114,4 mil toneladas. Hong Kong fecha a lista dos cinco principais destinos, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).

Dezembro aquecido impulsionou o recorde

O encerramento do ano foi decisivo para que o Brasil atingisse a marca de 1,5 milhão de toneladas. Somente em dezembro de 2025, os embarques somaram 137,8 mil toneladas. O volume é 25,8% maior do que o registrado no mesmo mês de 2024. A receita obtida apenas no último mês do ano foi de US$ 324,5 milhões, acompanhando a alta do volume com um crescimento de 25,6%.

A performance robusta de dezembro sinaliza que a demanda internacional segue aquecida, o que traz otimismo para os produtores e agroindústrias neste início de 2026. Segundo a ABPA, a diversificação de mercados, com Japão e Chile assumindo protagonismo, dá sustentação para as expectativas positivas do setor para o novo ano que se inicia.

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