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Brasil poderá exportar castanha para Costa Rica, mas produto está em falta

O governo costariquenho autorizou o comércio internacional, mas seca derrubou a produção de castanhas no Brasil

VIVIANE TAGUCHI

03/10/2025 • 11:22 • Atualizado em 03/10/2025 • 11:22

Produtores afirmam que produção não caiu, mas "zerou" em 2025

Produtores afirmam que produção não caiu, mas "zerou" em 2025

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo

Autorização da Costa Rica para o comércio de castanha-do-Brasil anuncia nova oportunidade de mercado, apesar da crise de produção enfrentada pelo Brasil devido a uma seca severa na região norte entre 2023 e 2024.

Crise na produção de castanhas-do-Brasil, conhecida como "apagão", é a segunda em dez anos, causada por estiagens que afetaram gravemente a região amazônica, comprometendo a produção local e elevando os preços.

Impacto social e econômico da castanha-do-Brasil é significativo, com a extração sustentável por comunidades tradicionais promovendo a conservação da floresta e o desenvolvimento regional, enquanto enfrenta desafios de produção e preço devido a condições climáticas adversas.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, nesta quinta-feira (2) que as autoridades sanitárias da Costa Rica autorizaram o comércio de castanha-do-Brasil, com casca e sem casca, entre os dois países. O problema é que o Brasil enfrenta uma crise na produção de castanhas, devido à seca que atingiu principalmente a região norte do país entre 2023 e 2024.

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A seca extrema em regiões da Amazônia registrada entre o fim de 2023 e 2024 causou danos ao Rio Xingu, no Pará, interferindo em toda a bacia. Em algumas regiões, as árvores não produziram castanhas neste ano. Por isso, produtores da região chamam a queda na produção de “apagão", já que em algumas localidades, a produção está totalmente paralisada.

Esta é a segunda crise grave que o setor enfrenta, em dez anos, devido às estiagens severas que atingem a região. Em 2017, a produção de castanhas-do-Brasil também teve uma queda brusca, mas nos anos seguintes, conseguiu recuperar a produção e a estabilidade de preços.

De acordo com a chefe-geral da Embrapa Rondônia, Lucia Helena Wadt, as agroindústrias da região, em sua maioria, cooperativas, estão com atividades paralisadas neste ano devido à crise. Com a menor produção, os preços (da lata de 20 litros) de castanha superam os R$ 220.

A castanha-do-Brasil, um dos principais produtos da sociobiodiversidade amazônica, é extraída de forma sustentável por comunidades tradicionais e reconhecida internacionalmente por seu valor nutricional. Além de gerar renda e promover o desenvolvimento regional, a castanha contribui para a conservação da floresta em pé, fortalecendo a imagem do país como fornecedor de alimentos de qualidade e de origem sustentável.