
Levantamento mostra que o agronegócio possui mais de 2 mil startups
Divulgação
O Radar Agtech Brasil 2025 foi lançado oficialmente nesta terça-feira (24), durante o Radar Agtech Summit 2026, em São Paulo. O mapeamento, desenvolvido pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, revelou que o Brasil contabilizou 2.075 agtechs em 2025, o que representa um aumento de 5% em relação ao ano anterior.
Os pesquisadores atribuem esse índice de crescimento a um cenário de consolidação e maturidade tecnológica do ecossistema. Após o "boom" registrado entre 2019 e 2021, o mercado apresenta agora modelos de negócio mais robustos, com a permanência de empresas estruturadas e menos iniciativas temporárias.
Uma das principais mudanças geográficas reveladas pelo estudo é a liderança da Região Sul em ambientes de inovação. Pela primeira vez, o Sul ultrapassou o Sudeste neste quesito, concentrando 37,1% de aceleradoras, incubadoras e parques tecnológicos, com destaque para Paraná e Rio Grande do Sul.
Apesar do avanço da infraestrutura sulista, o Sudeste ainda concentra a maior quantidade de startups, detendo 79% do total nacional. O estado de São Paulo mantém-se como o líder absoluto do setor, com 845 agtechs registradas. O relatório também aponta uma descentralização, com altas significativas nas regiões Norte (7,6%), Centro-Oeste (7,1%) e Nordeste (6,5%).
O uso da Inteligência Artificial (IA) tornou-se massivo no agronegócio brasileiro. Atualmente, 83% das agtechs utilizam a tecnologia, sendo que para 35% delas a IA não é apenas uma ferramenta de apoio, mas parte integrante do núcleo tecnológico do produto oferecido ao mercado.
O perfil do investimento em inovação agrícola tornou-se mais seletivo. Segundo o levantamento, o foco dos investidores migrou do crescimento acelerado para a busca por eficiência e sustentabilidade. O segmento "dentro da porteira" continua sendo o maior do ecossistema, focado em automação, sensoriamento e gestão.
A edição também deu ênfase especial à adaptação climática. Soluções voltadas para a resiliência no campo, como o manejo regenerativo de solos e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), ganharam destaque nas análises de tendência do setor.
Além do aspecto tecnológico, o Radar Agtech Brasil reforçou o monitoramento social do setor. O mapeamento incluiu dados sobre a presença de lideranças femininas, negras e indígenas, sinalizando uma maior atenção à diversidade dentro do agronegócio brasileiro
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