
Preço da carne suína: cotação e competitividade em julho
CNA/Trilux
Os preços das carnes suína e bovina registram recuo na parcial do mês de julho em comparação com a média observada em junho no mercado brasileiro. A retração mais acentuada ocorre nas cotações da carne de boi, enquanto o valor do frango resfriado se mantém praticamente estável no mesmo período. As oscilações redefinem as dinâmicas de competitividade entre as principais proteínas consumidas no país.
Segundo dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de preços eleva a competitividade do produto suinícola em relação à carne de frango.
Em contrapartida, a queda mais expressiva nos valores do boi reduz a vantagem competitiva da carne de porco frente à proteína bovina.
Oferta elevada no atacado paulista e impacto nos preços
A pressão sobre os preços da carcaça especial suína no mercado interno se deve, segundo agentes consultados pelo Cepea, ao descompasso entre a oferta e a demanda no atacado da Grande São Paulo.
O volume de produto disponível supera a capacidade de absorção do mercado consumidor local.
Esse cenário de sobra de oferta se intensifica com a chegada constante de lotes vindos da Região Sul, o principal polo produtor de suínos do Brasil. O fluxo de mercadoria vindo do Sul amplia a disponibilidade do produto nas distribuidoras paulistas, forçando o reajuste para baixo nas cotações praticadas na negociação atacadista.
Relação de troca entre as proteínas de frango e boi
Com as variações registradas ao longo de julho, a carcaça especial suína passa a ser negociada por uma diferença média de R$ 1,58 por quilo acima do frango inteiro resfriado. Essa margem de diferença é 7,84% menor do que a apurada no mês de junho. A redução da distância entre os preços indica um ganho direto de competitividade da carne suína perante o produto avícola na preferência do consumidor.
Por outro lado, na comparação com a carcaça casada bovina, a diferença de preços se fixa em R$ 15,17 por quilo na parcial do mês. O valor representa um encolhimento de 5,22% em relação ao spread registrado no mês anterior.
Pesquisadores do Cepea destacam que essa diminuição na distância entre os preços médios evidencia a perda de competitividade da carne suína em relação ao boi gordo, já que a carne bovina ficou comparativamente mais acessível no período.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

