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Casal do Vale do Ribeira produz o melhor café de São Paulo

Com produção orgânica em Barra do Turvo, Dona Pedrinha e Seu Ozico superaram 400 amostras e conquistaram nota histórica em concurso de qualidade

Da redação
DA REDAÇÃO

03/03/2026 • 09:55 • Atualizado em 03/03/2026 • 09:55

Resumo

Concurso estadual de qualidade do café premiou o casal Dona Pedrinha e Seu Ozico, de Barra do Turvo (SP), com o primeiro lugar, após surpreenderem especialistas ao produzirem o melhor grão em uma região voltada ao turismo, atingindo a maior pontuação já registrada, 91,10 pontos, com a variedade arábica Catuaí Vermelho.

Produção orgânica adotada pelo casal utiliza seis hectares com três mil pés, dispensando adubos químicos ou agrotóxicos, baseando-se em manejo natural iniciado há cinco anos, resultado de uma trajetória de mais de vinte anos com café e valorizando a dedicação à terra por quase sete décadas.

Pontuação técnica acima de 90 pontos classificou o café como "extraordinário", surpreendendo órgãos estaduais e locais, incentivando outros produtores do Vale do Ribeira e inserindo a região no mapa da alta qualidade cafeeira, em um estado que colhe cerca de 4,4 milhões de sacas por ano.

Um casal de produtores rurais de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira (SP), conquistou o primeiro lugar no 24º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. Dona Pedrinha e Seu Ozico surpreenderam técnicos e especialistas ao produzirem o melhor grão do estado em uma região tradicionalmente voltada ao turismo, e não à cafeicultura.

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A vitória histórica veio com uma pontuação extraordinária de 91,10 pontos, a maior marca já registrada nas mais de duas décadas do concurso. O café premiado, da variedade arábica Catuaí Vermelho, superou outras 400 amostras de regiões tradicionais do interior paulista.

Produção orgânica e natural

O diferencial do café campeão está no manejo totalmente orgânico e sustentável. Em uma área de seis hectares com cerca de 3 mil pés, o casal adota um sistema de cultivo que dispensa adubos químicos ou agrotóxicos.

Segundo os produtores, o processo é o mais natural possível: a lavoura é mantida apenas com roçagem e o uso da enxada. Dona Pedrinha ressalta que o resultado é fruto de um trabalho iniciado há cinco anos com a nova lavoura, embora a trajetória do casal com o café tenha começado há duas décadas.

Para Seu Ozico, o reconhecimento representa a valorização de uma vida dedicada à terra. “Depois de quase 70 anos, nós estamos sendo valorizados. É um orgulho na minha vida”, celebra o produtor.

Impacto no Vale do Ribeira

A pontuação técnica alcançada pelo casal — acima de 90 pontos — coloca o grão na categoria de cafés "extraordinários". Pelos critérios técnicos, cafés gourmet pontuam entre 80 e 85, enquanto os especiais ficam na faixa de 85 a 90 pontos.

O desempenho surpreendeu os técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura de São Paulo, e da prefeitura local. A expectativa agora é que o sucesso de Dona Pedrinha e Seu Ozico sirva de protocolo para outros produtores do Vale do Ribeira, incentivando a produção de cafés especiais na região.

São Paulo ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor de café do Brasil. A última estimativa aponta uma colheita estadual em torno de 4,4 milhões de sacas de 60 quilos. Com a premiação, o Vale do Ribeira passa a figurar no mapa da alta qualidade cafeeira nacional.