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China reconhece o Brasil como país livre da febre aftosa

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já havia reconhecido o status do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação em 2025

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 10:21 • Atualizado em 02/06/2026 • 10:21

A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa, retirando as restrições regionais que antes limitavam a exportação de produtos agropecuários do Brasil. A decisão foi tomada após uma profunda análise de risco técnico-sanitário realizada pelas autoridades chinesas e anunciada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim na semana passada.

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Com o novo reconhecimento sanitário, ficam revogadas as normas anteriores de restrição regional, especialmente aquelas que eram aplicadas à região norte do país. O anúncio representa um importante avanço para o Brasil, que tem na China um dos principais destinos de suas exportações, sobretudo de carnes e commodities agrícolas.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já havia reconhecido, no ano passado, o status diferenciado do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A febre aftosa é uma doença viral que afeta bovinos, suínos, ovinos e caprinos, sendo seu controle essencial para a abertura e manutenção de mercados internacionais.

O professor Daniel Vargas, da FGV, destaca "é como se houvesse um reconhecimento de que o nosso sistema de controle é premium, altamente rigoroso e capaz de entregar mercadoria". Segundo Vargas, a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal passa agora a ser reconhecida pelos protocolos de importação da China, fortalecendo a posição brasileira no comércio internacional de produtos agropecuários.

Vargas também ponderou sobre o cenário europeu, questionando se a Europa seguirá o mesmo caminho e apontando que "a Europa não parece confiar tanto na nossa capacidade de controle". Ele ressaltou que o reconhecimento chinês é "mais um sinal de que nós somos, sim, o país que produz barato, com qualidade e com confiança sanitária".