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Chuva reduz oferta do melão amarelo e preço sobe 7% na Ceagesp

Chuvas no Nordeste e Vale do São Francisco dificultam colheita e prejudicam qualidade dos frutos; valor da caixa de 13 kg chegou a R$ 50,00 na capital paulista

Da redação
DA REDAÇÃO

17/03/2026 • 11:23 • Atualizado em 17/03/2026 • 11:23

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Resumo

O aumento dos preços do melão amarelo na Ceagesp, com a caixa de 13 kg atingindo R$ 50,00 e alta de 7% na semana, foi causado pela redução da oferta devido ao excesso de chuvas em regiões produtoras como Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Pernambuco.

As chuvas intensas nessas áreas dificultaram a colheita e diminuíram a qualidade dos frutos, provocando queda nos estoques da capital paulista e expectativa de manutenção da oferta limitada e dos preços elevados nos próximos dias.

A diminuição do volume de melões de qualidade nos centros de distribuição no Sudeste resultou em preços mais altos para o consumidor, variação no padrão e sabor dos frutos, sendo o cenário monitorado semanalmente pelo Hortifrúti/Cepea para orientar produtores e distribuidores.

Os preços do melão amarelo voltaram a subir na Ceagesp entre os dias 9 e 13 de março. A caixa de 13 kg, do tipo 5 a 8, foi comercializada por R$ 50,00, o que representa um acréscimo de 7% em comparação à média registrada na semana anterior.

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De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização da fruta é um reflexo direto da redução da oferta no mercado nacional. O cenário foi provocado pelo excesso de chuvas em importantes regiões produtoras, como Rio Grande do Norte, Ceará e o Vale do São Francisco, que abrange áreas da Bahia e de Pernambuco.

Impacto na produção e logística

As precipitações nessas regiões têm gerado dois problemas principais para o setor. O primeiro é a dificuldade mecânica de colheita no campo; o segundo é a queda na qualidade dos frutos disponíveis. Segundo os pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de melões de qualidade superior para envio ao Sudeste causou uma diminuição acentuada nos estoques da capital paulista.

No jargão do agronegócio, o setor enfrenta o desafio da "quebra de oferta" em um momento crítico da logística de abastecimento. A previsão para os próximos dias não indica alívio imediato para os preços. Como ainda há previsão de continuidade das chuvas nas áreas de cultivo, a expectativa é que a oferta permaneça limitada ao longo desta semana.

Contexto para o consumidor

Para o consumidor final no Sudeste, a redução do volume de frutos que chegam aos centros de distribuição, como a Ceagesp, costuma resultar em preços mais altos nas gôndolas dos supermercados e feiras livres.

O melão é uma cultura sensível ao excesso de umidade no solo e na planta, o que pode favorecer o aparecimento de doenças e comprometer o teor de açúcar do fruto. Por isso, em períodos chuvosos, além do preço mais elevado, é comum encontrar uma variação maior no padrão visual e no sabor da fruta comercializada.

O acompanhamento das cotações é realizado pelo Hortifrúti/Cepea, que monitora semanalmente as variações de preço e as condições de campo para informar produtores e distribuidores sobre as tendências do mercado de frutas e hortaliças.