Resumo
Uma inovação tecnológica desenvolvida na Bahia utiliza o mel de cacau, subproduto normalmente descartado na produção de chocolate, para fortalecer a agricultura familiar e ampliar a renda dos produtores locais.
Uma pesquisa liderada por Manoela Barreto, do Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia, empregou tecnologia de ultrassom para aumentar o tempo de prateleira do mel de cacau, preservando suas propriedades nutricionais e sensoriais sem o uso de conservantes químicos.
Um reconhecimento nacional e acadêmico foi concedido à pesquisa, que incentiva a valorização do mel de cacau, promove a sustentabilidade dos produtores regionais e contribui para o aproveitamento econômico de saberes tradicionais.
Uma inovação desenvolvida na Bahia promete transformar a cadeia produtiva do cacau ao dar novo destino para um subproduto geralmente descartado: o mel de cacau. Graças à pesquisa de Manoela Barreto, do Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia, produtores rurais poderão ampliar a renda e fortalecer a agricultura familiar com a comercialização deste produto natural.
O mel de cacau é um líquido adocicado extraído da polpa que envolve as sementes do cacau, e não tem nada a ver com o trabalho das abelhas. Ele é obtido ao prensar a polpa (com ou sem as sementes) e é conhecido por seu sabor doce e ácido, rico em vitaminas (como a vitamina C) e minerais, e é um subproduto perecível da produção de chocolate. O produto, porém, é tradicionalmente conhecido por ser muito perecível e difícil de preservar. A pesquisa, eleita a melhor tese de doutorado em Ciências Agrárias pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi também premiada nacionalmente na área de alimentos e bebidas graças a sua tecnologia inédita.
No entanto, a pesquisa mostra que é possível, com uma técnica sustentável, aumentar o tempo de prateleira do produto. Segundo Manoela Barreto, a pesquisa teve como objetivo avaliar a caracterização físico-química, as propriedades sensoriais, a aceitação dos consumidores e os compostos fenólicos, a presença de compostos bioativos e aromáticos utilizando tecnologia de ultrassom.
O estudo permitiu preservar as propriedades nutricionais e sensoriais do mel de cacau sem o uso de conservantes químicos. Desta forma, o produto pode gerar renda adicional, preservar saberes tradicionais e incentivar a valorização do mel de cacau, contribuindo para a sustentabilidade dos produtores locais. Barreto destaca que, ao produzir o chocolate, geralmente não se aproveita o mel de cacau, e que a pesquisa vai mostrar os benefícios do mel de cacau, incentivar a comercialização do produto e consequentemente, aumentar a renda desses produtores.
A técnica desenvolvida representa uma alternativa de aproveitamento sustentável, capaz de impulsionar a economia regional e garantir a permanência de práticas tradicionais, beneficiando diretamente agricultores familiares da Bahia.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

