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Congresso Brasileiro do Agronegócio reúne lideranças e autoridades em SP

Evento celebra 25 anos com foco em política de Estado, sustentabilidade e acordos internacionais

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 14:45 • Atualizado em 10/08/2026 • 14:45

Vice-presidente Geraldo Alckmin participa do Congresso Nacional do Agronegócio

Vice-presidente Geraldo Alckmin participa do Congresso Nacional do Agronegócio

Geraldo Lazzari

A solenidade de abertura da edição histórica de 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) reuniu autoridades e lideranças do setor nesta segunda-feira (10), em São Paulo. O evento destacou a necessidade de consolidar uma política de Estado para impulsionar a competitividade do agro brasileiro no cenário internacional. Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em parceria com a B3, o encontro tem como tema “Agro & Indústria – integrando e transformando o Brasil”.

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Ingo Plöger, presidente da ABAG, ressaltou a maturidade da instituição na construção de uma visão estratégica de longo prazo para o país. Segundo o executivo, o próximo passo do setor é participar ativamente da formulação de novas regras internacionais, agregando valor aos produtos e expandindo mercados sustentáveis.

Durante a cerimônia, a ABAG entregou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira. O documento reúne propostas de curto, médio e longo prazo baseadas em um estudo com mais de 80 fatores prioritários para o desenvolvimento do setor.

Metas de exportação e avanços econômicos

Geraldo Alckmin reiterou a relevância do estudo para o fortalecimento da agroindústria e destacou a expansão das vendas externas do país. O vice-presidente pontuou que o Brasil avança para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo, superando os Estados Unidos.

Alckmin também relembrou os impactos positivos do acordo entre União Europeia e Mercosul, que gerou um crescimento de 4% nas exportações nos primeiros 60 dias de vigência. Ele informou que o governo federal segue empenhado nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Além disso, citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam que a reforma tributária poderá elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 12% em um período de 15 anos, além de aumentar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

Mercado de capitais e abertura de novos mercados

O vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, Luiz Masagão, destacou o papel do mercado de capitais no financiamento do agronegócio. Até junho, as emissões de Cédula de Produto Rural (CPR) somavam R$ 470 bilhões, enquanto as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançaram R$ 560 bilhões, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) atingiram R$ 170 bilhões e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) ultrapassaram R$ 30 bilhões. Masagão também ressaltou a importância de avançar na precificação de commodities no mercado interno, reduzindo a dependência de referências internacionais.

No âmbito sanitário e comercial, o Ministério da Agricultura e Pecuária atua para ampliar a presença brasileira no exterior. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o país já conquistou 674 novos mercados para os produtos agropecuários e deve superar a marca de 700 aberturas até o final do ano. Ele ponderou que a posição de destaque do Brasil precisa ser consolidada diariamente por meio da integração da cadeia produtiva.

A senadora Tereza Cristina e o deputado federal Arnaldo Jardim defenderam a transformação da resiliência do agro em uma estratégia de longo prazo, garantindo previsibilidade e segurança jurídica para o setor continuar exercendo o papel de motor da economia.

O encontro contou ainda com a presença de Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Antonio Mello Alvarenga Neto, presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA); Ana Repezza, presidente da CropLife Brasil; Tirso de Salles Meirelles, presidente da FAESP/SENAR; Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; e Tania Zanella, presidente da OCB e do Instituto Pensar Agro (IPA).