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Conheça a nova uva branca, sem sementes, e que exige menos mão-de-obra

Uva branca foi desenvolvida pela Embrapa para ser cultivada na região do semiárido nordestino

Por Redação
REDAÇÃO

07/05/2025 • 09:19 • Atualizado em 07/05/2025 • 09:19

Uva branca Lumiar é a primeira brasileira sem sementes

Uva branca Lumiar é a primeira brasileira sem sementes

João Dimas Garcia Maia/Embrapa

Resumo

A Embrapa anunciou que desenvolveu uma nova variedade de uva branca, sem sementes, e que reduz em 50% os custos com mão-de-obra na região do semiárido. A fruta, que faz parte do programa de melhoramento genético de uvas para cultivo na região do Vale do Submédio São Francisco (VSF), foi criada pensando nos gargalos da produção de uvas de mesa, a demanda por mão-de-obra na região.

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Segundo o pesquisador João Dimas Garcia Maia, da Embrapa, a Lumiar se destaca pelo conjunto de qualidades sensoriais: bagas grandes e elípticas, textura crocante e macia, alto teor de açúcares, ausência de adstringência na película e acidez equilibrada ao final da maturação. Ela atende a uma demanda histórica do semiárido por uma cultivar branca sem sementes.

Maia destaca, também, que a uva facilita a a operação de raleio, para descompactar os cachos (técnica de retirar frutos em excesso), melhora o aspecto visual e a qualidade. No geral, as cultivares estrangeiras de uvas sem sementes demandam, 50% a mais de mão de obra para a realização dessa prática, o que gera custos mais altos para os produtores, que precisam arcar com royalties a cada quilo de fruta vendida. No caso das cultivares nacionais desenvolvidas pela Embrapa, é necessário pagar apenas pelas mudas, sem a cobrança dessas taxas.

Para o produtor e consultor Newton Matsumoto, referência na viticultura do Vale do São Francisco e um dos 12 validadores da BRS 54 Lumiar no Semiárido, “além da economia com royalties e do custo de produção mais baixo, a cultivar entrega produtividade, sabor e aparência. É uma uva com grande potencial de mercado, que deve agradar tanto produtores quanto consumidores”, avalia.