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Consumo de hortifrútis terá crescimento de 7% ao ano no Brasil até 2029

Mercado de frutas, legumes e verduras projeta expansão puxada por alimentos processados e novas exigências do consumidor mobile

VIVIANE TAGUCHI

16/06/2026 • 19:24 • Atualizado em 16/06/2026 • 19:24

Legumes, frutas e verduras devem ser mais consumidos pelos brasilerios nos próximos anos

Legumes, frutas e verduras devem ser mais consumidos pelos brasilerios nos próximos anos

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O consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) no Brasil deve manter um crescimento de 7% ao ano em volume até 2029. A projeção, realizada pelo setor de Hortifrútis do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), aponta que o segmento de hortifrútis frescos aumentará 2,8% ao ano, enquanto os produtos processados registrarão uma alta ainda maior, de 4,2% anuais no mesmo período. O mercado vive um momento promissor, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pela busca por saudabilidade e praticidade.

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De acordo com dados do Ministério da Saúde compilados pelo Cepea, apenas 31,4% dos brasileiros consumiam cinco ou mais porções de hortifrútis cinco vezes por semana em 2024. O índice revela que o país ainda está distante da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta o consumo mínimo diário de 400 gramas de frutas e hortaliças. A pesquisa também aponta uma diferença entre os gêneros: 35,5% das mulheres mantêm a regularidade recomendada, enquanto entre os homens o índice é de 26,5%.

Para Hugo Centurion, head da multinacional Ascenza, o momento é de expansão tanto para o mercado interno quanto para o externo. Para o produtor rural, o cenário representa uma oportunidade de geração de valor superior à observada em diversas commodities, especialmente quando há investimentos em tecnologia, manejo eficiente e inovação. Os produtos hortifrutícolas mais consumidos no país atualmente são banana, laranja, maçã, tomate, batata, cebola, alface e cenoura.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indica que o segmento de FLV (frutas, legumes e verduras) pode representar até 40% do faturamento de algumas lojas. O comportamento do consumidor atual é guiado por restrições orçamentárias e falta de tempo, o que direciona o mercado para quatro grandes tendências até 2029: conveniência (produtos minimamente processados e prontos para consumo), funcionalidade, diferenciação e maturidade no consumo in natura com valor acessível.

Para manter a competitividade, Centurion ressalta que os produtores precisam investir em eficiência, padronização, rastreabilidade e tecnologias de manejo. A proteção dos cultivos é apontada pelo especialista como estratégica para garantir a regularidade da oferta, o padrão visual e a vida útil dos alimentos ao longo de toda a cadeia logística.

Tecnologias fitossanitárias na Hortitec

O setor debate essas transformações durante a 31ª edição da Hortitec, feira do setor hortifrutícola que acontece em Holambra (SP) entre os dias 17 e 19 de junho. A multinacional portuguesa Ascenza participa do evento para apresentar soluções voltadas ao manejo de resistência e programas fitossanitários modernos, que buscam garantir a estabilidade da produção diante das mudanças climáticas.

Entre os destaques levados à feira estão o Biseto, um regulador de crescimento vegetal que atua na uniformização da colheita, e o Timorex Gold, biofungicida de origem botânica voltado para o mercado de exportação e alimentos premium. A empresa também apresenta os fungicidas Asbelto Pro, indicado para o controle de requeima e míldio, e o Medeiro WG, voltado para o manejo preventivo em cultivos perenes