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COP30: Embrapa lança mapas de risco climático para a produção de alface no Brasil

Devido às mudanças climáticas, cultivar alface em campo aberto é um desafio para o agricultor

Da redação
DA REDAÇÃO

14/11/2025 • 12:01 • Atualizado em 14/11/2025 • 12:01

Alface é sensível ao calor e cultivo a céu aberto está ameaçado

Alface é sensível ao calor e cultivo a céu aberto está ameaçado

Cláudio Lucas Capeche/Embrapa

Resumo

Estudo da Embrapa Hortaliças, baseado em projeções do Inpe e modelos do IPCC, aponta que o cultivo de alface em campo aberto no Brasil enfrentará grandes desafios nas próximas décadas devido ao aumento dos riscos climáticos.

Lançamento dos mapas de risco climático está previsto para 16 de novembro, durante a COP30 em Belém, mostrando que até o fim do século quase todo o território nacional terá risco alto ou muito alto para a produção da hortaliça.

Projeções indicam temperaturas máximas acima de 40°C, provocando florescimento precoce, queima das folhas e morte das plantas, com impactos severos na produtividade; pesquisador Carlos Eduardo Pacheco destaca a importância dos dados para orientar adaptações no sistema produtivo e garantir a segurança alimentar.

Plantar alface em campo aberto no Brasil poderá se tornar um grande desafio nas próximas décadas. Essa é a principal conclusão dos mapas de risco climático para a produção de alface no país, elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF), com base em projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e em modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

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Os mapas serão lançados no próximo dia 16 de novembro, às 16h30, na Arena AgriTalks da AgriZone, durante a COP30, em Belém (PA).

Os mapas revelam que, até o fim do século, quase todo o território brasileiro apresentará risco alto ou muito alto para o cultivo da hortaliça mais consumida pelos brasileiros.

O estudo foi elaborado com base em dois cenários climáticos: um otimista, com controle parcial das emissões de gases de efeito estufa, e outro pessimista, em que as emissões seguem crescendo até 2100. As temperaturas máximas projetadas para o verão, que podem ultrapassar 40°C em boa parte do país, indicam condições cada vez mais desfavoráveis ao cultivo tradicional da alface — uma hortaliça que exige clima ameno para o seu pleno desenvolvimento. O calor extremo pode provocar florescimento precoce, queima das folhas e morte das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade.

Segundo o engenheiro-ambiental Carlos Eduardo Pacheco, pesquisador da Embrapa Hortaliças, os mapas de risco climático oferecem uma ferramenta estratégica para antecipar impactos e orientar ações de pesquisa e adaptação dos sistemas produtivos. “Compreender como as mudanças climáticas podem afetar a produção de alface em um país tropical como o Brasil é essencial para garantir segurança alimentar e reduzir prejuízos futuros. Os dados evidenciam a urgência de repensar os sistemas produtivos das hortaliças, especialmente nas estações mais críticas”, destaca o pesquisador.

As projeções indicam que, mesmo no cenário mais otimista, cerca de 97% do território nacional apresentará risco climático alto ou muito alto para o cultivo da alface até o final do século.

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