A criação sustentável de búfalos no Pará chamou a atenção das comitivas internacionais que participaram da COP 30. O estado se destaca como o maior produtor desta raça no Brasil, com um plantel de cerca de 700 mil animais.
A atividade rural paraense tem sido apresentada a estrangeiros através de visitas técnicas promovidas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A fazenda de Daniel, por exemplo, que cria 10 mil búfalos, já recebeu quase 100 visitantes, incluindo diplomatas.
Criação em área de rigor ambiental
A criação dos búfalos, principalmente na Ilha do Marajó, é feita em condições naturais, em campos alagados. O grupo do fazendeiro Daniel vende animais vivos até para o Iraque, com 10% de sua produtividade anual voltada para o mercado externo e 90% para o mercado interno.
A fazenda se localiza em uma região com legislação ambiental rigorosa, especialmente na Amazônia, onde o produtor só pode utilizar 20% da área da propriedade para produção, sendo o restante obrigatoriamente preservado como reserva legal.
Daniel defende a criação de búfalos como sustentável, baseando-se em:
Manejo Natural: Os animais nascem em campo natural e recebem pouca interferência humana na área.
Controle: É realizado controle sanitário duas vezes por ano, com os animais brincalhados e numerados.
Sequestro de Carbono: O bom uso da pastagem, mantida na altura ideal, ajuda no sequestro de carbono.
Visitantes estrangeiros, como um criador de peixes de Bangladesh, ficaram impressionados com a política ambiental brasileira, achando "muito importante manter o meio ambiente" mesmo com o custo elevado que isso acarreta.
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