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Defesa Agropecuária vai reforçar ações sobre gripe aviária no Parque do Ibirapuera

Dois irerês, que são aves selvagens, localizadas no parque foram identificadas com gripe aviária

Por Redação
REDAÇÃO

05/07/2025 • 10:53 • Atualizado em 05/07/2025 • 10:53

Irerês foram localizados no Parque do Ibirapuera e testes confirmaram Gripe Aviária

Irerês foram localizados no Parque do Ibirapuera e testes confirmaram Gripe Aviária

Divulgação

Resumo

Casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade foram confirmados em aves silvestres no Parque Ibirapuera, São Paulo, pela Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Atividades de educação sanitária serão intensificadas no parque para evitar a propagação da doença; não há risco à população ou impacto na produção avícola, sendo seguro o consumo de carne de aves e ovos.

Não haverá sacrifício sanitário das aves no Parque Ibirapuera devido à ausência de sinais clínicos de Influenza Aviária, e o status sanitário de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal permanece inalterado.

A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo confirmaram, na noite de sexta-feira (4) três casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves silvestres localizadas no Parque do Ibirapuera, na capital paulista.

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As aves, da espécie Irerê, não habitavam o parque, mas a partir deste sábado (5), a Defesa Agropecuária, em conjunto com a direção do parque e com a Prefeitura, irá intensificar as atividades de educação sanitária no local a fim de conscientizar a população acerca dos procedimentos que devem ser adotados para evitar a propagação da doença. Importante ressaltar que não há risco à população, nem impacto na produção avícola, e que o consumo de carne de aves e ovos é seguro.

O Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA) através de suas equipes e também da equipe da Divisão de Fauna Silvestre da Prefeitura Municipal, já atuam no local realizando diariamente vistorias clínicas e até o presente momento, não há sinais de sintomatologia compatível com IAAP. A gerência do programa informa ainda que não haverá sacrifício sanitário no local devido à ausência de sinais clínicos nos animais existentes no local.

A Defesa Agropecuária frisa que em se tratando de foco de IAAP em ave silvestre, não ocorre embargos nas exportações de carnes e ovos, não sendo alterado o status sanitário de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Sobre a gripe aviária

A Influenza Aviária é uma doença viral causada pelo Vírus de Influenza Tipo A. Esse vírus é identificado por subtipos, e tem como base as proteínas de superfície, sendo 16 subtipos de hemaglutininas (H) e 9 subtipos de neuraminidases (N). De acordo com o índice de patogenicidade, são classificados como Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) ou Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (IABP).

São suscetíveis à doença a maioria das aves domésticas e silvestres, especialmente as aquáticas. É uma zoonose de grande interesse para a saúde pública e gera grandes impactos econômicos.

A transmissão pode ocorrer por contato direto entre as aves (secreções nasais, oculares e fezes de aves infectadas) ou por contato indireto (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, insetos, roedores e outras pragas, cama, esterco e carcaças contaminadas).

A maioria das aves silvestres, principalmente as aquáticas, patos e marrecos são reservatórios da doença, mas disseminam o vírus. O período de incubação da IAAP depende da dose infectante, via de exposição, espécie afetada e capacidade de detecção de sinais, podendo variar de algumas horas até 14 dias.

Dentre os sinais clínicos estão: Tremores na cabeça e no corpo, dificuldade respiratória, coriza nasal e/ ou espirros, falta de resposta à tentativa de apanha, asas caídas, torção de cabeça e pescoço; incoordenação e perda de equilíbrio e andar em círculos.

Como medidas de prevenção, a Defesa Agropecuária orienta que as pessoas evitem manipular aves doentes ou mortas e que acionem a Defesa Agropecuária imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou identificação de aves mortas.

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