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Dia do Cavalo: conheça as raças equinas que existem no Brasil

A maior população equina no Brasil é composta por cavalos da raça Quarto de Milha

Por Redação
REDAÇÃO

12/09/2025 • 12:10 • Atualizado em 12/09/2025 • 12:10

Cavalo chamado Fusaichi Pegasus foi o mais caro do mundo

Cavalo chamado Fusaichi Pegasus foi o mais caro do mundo

Divulgação

Resumo

Celebrações e importância dos cavalos: Existem três datas específicas para celebrar os cavalos: 16 de março como Dia Internacional do Cavalo, 15 de agosto como Dia Nacional do Cavalo e 14 de setembro como Dia do Cavalo no Rio Grande do Sul. Os cavalos têm sido essenciais para o desenvolvimento humano ao longo dos séculos, influenciando a economia, cultura e esportes.

Presença e impacto econômico no Brasil: No Brasil, os cavalos são parte integrante da história e do cotidiano, com um rebanho de 5,8 milhões de equinos, fazendo do país o quarto maior em número de cavalos no mundo. A equinocultura movimenta cerca de R$ 30 bilhões anualmente, gerando empregos em várias áreas, desde a criação até o turismo rural.

Diversidade e características das raças: Diversas raças de cavalos são cultivadas no Brasil, como o Quarto de Milha, conhecido por sua participação em esportes equestres, e o Mangalarga Marchador, famoso por sua marcha confortável. Outras raças, como o Crioulo e o Campolina, também são destacadas, cada uma com características únicas que atendem a diferentes necessidades e tradições locais.

Cavalos são tão fascinantes que possuem três datas para celebra-los: o dia internacional do cavalo é comemorado em 16 de março, já o dia nacional do cavalo, em 15 de agosto. Mas, desde o ano de 2003, o dia 14 de setembro é celebrado como o Dia do Cavalo no Rio Grande do Sul.

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O cavalo atravessa séculos ao lado da humanidade e foi essencial para o desenvolvimento das sociedades e suas estrturas hierárquicas. Este animal se tornou símbolo cultural, com forte movimentação econômica dentro do agronegócio e protagonista de tradições que se espalham do campo às arenas esportivas. Não se sabe ao certo quando ocorreu a domesticação dos cavalos, mas, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge, os cavalos foram domesticados por humanos há cerca de 6 mil anos, em campos na Ucrânia, sudoeste da Rússia e oeste do Cazaquistão.

No Brasil, os cavalos fazem parte da história, do passado e presente. Já foram utilizados em guerras, transporte, economia e atualmente, lazer e esportes. Com um rebanho de 5,8 milhões de equinos, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking de países com maior rebanho no mundo, atrás apenas da China, do México e dos Estados Unidos. Esses números revelam não apenas a presença massiva dos cavalos no cotidiano rural e urbano, mas também a força de uma cadeia produtiva que movimenta R$ 30 bilhões por ano. A equinocultura é responsável por gerar muitos empregos no campo, envolvendo criadores, médicos veterinários, domadores, ferradores, atletas, transportadores e o turismo rural.

Conheça as principais raças de cavalos que existem no Brasil e suas principais características

O cavalo é um mamífero quadrúpede, da família Equidae e do gênero Equus. Existem diversas raças de cavalo no mundo, como, por exemplo: crioula, pantaneira, mangalarga (um genuíno brasileiro criado a partir de cavalos da raça andaluz, alter e árabe), quarto-de-milha, puro-sangue-inglês, puro-sangue-lusitano, bretão, pampa (originário do Brasil), appaloosa, shire, dentre outros.

Essas raças foram surgindo de acordo com o ambiente onde o animal vivia e também foram sendo desenvolvidas pelo homem, para satisfazer suas necessidades, como, por exemplo, acentuar determinada característica do animal, como força, velocidade, beleza e elegância.

Quarto de Milha, cavalo de esportes equestres

A raça Quarto de Milha tem cerca de 648 mil registros ativos e é a raça mais numerosa do país. Símbolo dos esportes western como laço, tambor e vaquejada, também é amplamente utilizada no manejo de gado.

O Mangalarga Marchador, por sua vez, carrega o selo da brasilidade: valorizado por sua marcha confortável, tornou-se ícone em cavalgadas, cavalgadas turísticas e exposições, representando cerca de 31% do rebanho equino nacional.

Já o Cavalo Crioulo, profundamente ligado à cultura gaúcha, é protagonista nas provas de resistência e em modalidades que resgatam a tradição campeira, sendo considerado um símbolo oficial do Rio Grande do Sul e um companheiro inseparável da história, do trabalho com o gado, da guerra e do lazer do povo gaúcho desde a colonização.

Outras raças, como o Campolina e o Pampa, completam o mosaico da diversidade nacional, enquanto exemplares regionais – como o Cavalo Nordestino, o Lavradeiro de Roraima e o Puruca do Marajó – resistem como guardiões da memória cultural e pedem esforços de preservação.

Cavalo Brasileiro de Hipsimo

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH), atualmente existem 1806 animais desta raça registrados no Brasil. A raça é tão valorizada no mercado que um criador já investiu mais de R$ 500 mil em clones.A potra Magnólia Mystic Rose TN1 (Transferência Nuclear 1)nasceu em 8 de outubro de 2024 e foi registrada em junho deste ano na ABCCH. Ela é um clone de Magnólia Mystic Rose, mãe de Miss Blue, uma das duas éguas brasileiras que participaram da última Olimpíada em Paris.

A raça brasileira de hipismo foi desenvolvida em São Paulo, nos anos 1970, com o objetivo de produzir animais para fortalecer a modalidade esportiva no país, a fim de ganhar maior visibilidade nas principais competições do mundo. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH), a raça é resultado de uma mistura de mais de 20 raças diferentes, com origens da Europa a América Latina: Anglo european, bavarian, bayern, friesian, hessen, sela argentina, sela belga, sela dinamarquesa, sela uruguaia, trackener, wurttenberg, zanguersheide e zwebrucken são algumas das raças que fizeram parte da sua formação.