Os drones se consolidaram como uma realidade na agricultura brasileira, atuando na transformação do setor ao reduzir custos e otimizar o trabalho no campo. Contudo, o mercado em plena expansão esbarra na escassez de profissionais capacitados para operar a tecnologia.
Segundo o Ministério da Agricultura, o mercado de drones para a agropecuária cresceu 600% nos últimos 3 anos. Atualmente, já são mais de 35 mil drones em operação exclusiva no agronegócio brasileiro.
Produtores rurais adotaram os drones por serem mais econômicos e precisos. As aplicações aéreas:
Reduzem o amassamento da lavoura que seria causado por pulverizadores normais, o que aumenta a rentabilidade.
Diminuem o desperdício de água e produtos, cortando custos para o agricultor.
Aplicações essenciais na lavoura
Os drones são usados em diversas frentes, desde o mapeamento até o monitoramento avançado de doenças:
Mapeamento e Planejamento: Drones com imageamento aéreo são utilizados para realizar topografia, traçar curvas de nível e planejar projetos de plantio.
Sensoreamento Remoto: Com câmeras multiespectrais, o sensoreamento remoto permite verificar a sanidade da lavoura. É possível identificar doenças ou ataques de nematoides antes mesmo que o problema seja visível a olho nu.
O desafio da mão de obra
Apesar de ser um mercado promissor, a agricultura enfrenta uma crescente demanda por mão de obra especializada que o mercado não consegue suprir. A falta de treinamento adequado é uma barreira:
"Tem pessoas que saem da academia, compram um drone e acham que já podem sair aplicando. Por isso que eu falo que é muito importante hoje a gente ter as escolas que treinam essas pessoas, porque não é só aplicar, você tem que aplicar com qualidade."
Especialistas ressaltam que o foco deve ser na tecnificação e na garantia de que a tecnologia traga o melhor custo-benefício para as propriedades, confirmando que "a tecnologia veio para ficar".

