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Exportadores brasileiros tentarão incluir café na lista de exceções de Trump

Em nota, Cecafé destaca a importância do café para os americanos e o Brasil como principal fornecedor

Por Redação
REDAÇÃO

30/07/2025 • 18:14 • Atualizado em 30/07/2025 • 18:14

Café brasileiro continua sobretaxado por Donald Trump

Café brasileiro continua sobretaxado por Donald Trump

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Os exportadores de café do Brasil afirmaram, em nota, que continuarão as negociações sobre as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta-feira (30), Trump assinou o decreto que mantém a taxação para alguns produtos - entre eles o café, pescados, etanol e a carne bovina, entre outros - e isentou alguns itens como o suco de laranja, fertilizantes, produtos florestais e castanhas.

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“Os cafés brasileiros representam uma fatia superior a 30% do mercado cafeeiro norte-americano, sendo o principal fornecedor ao país”, diz a nota, que ainda ressalta que 76% dos americanos consomem café.

Em nota, o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informaram que as negociações estão sendo feitas com a National Coffee Association (NCA) e os dois países precisam um do outro para manter o equilíbrio no mercado global de café. Os exportadores também ressaltaram que os consumidores norte-americanos são ávidos consumiores de café.

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que representa o segmento de cafés especiais do Brasil também manifestou preocupação com a não inclusão do café na lista de exceções de Trump. Em nota divulgada à imprensa, a BSCA ressaltou a necessidade de diálogo constante e ainda destacou a mão-de-obra que o setor envolve, no Brasil e nos Estados Unidos. “…A indústria cafeeira norte-americana emprega mais de 2 milhões de pessoas”.

Leia a nota na íntegra:

"Dada a assinatura da ordem executiva pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, hoje, 30 de julho, confirmando a taxação de 50% para produtos do Brasil a serem importados pelos norte-americanos, incluindo o café, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) manifesta que seguirá em tratativas com seus pares dos EUA, como a National Coffee Association (NCA), com o intuito de que o produto passe a integrar a lista de exceções elaborada pelo governo americano.

Na relação comercial cafeeira entre EUA e Brasil, as nações são imprescindíveis uma à outra, uma vez que os cafés brasileiros representam uma fatia superior a 30% do mercado cafeeiro norte-americano, sendo o principal fornecedor ao país, ao passo que os EUA respondem por 16% das exportações do produto nacional, sendo o principal destino de nossas exportações.

Não obstante a sua conhecida importância para o Brasil, o café também é de suma relevância aos Estados Unidos, haja vista que 76% do povo norte-americano consome a bebida; a população gasta cerca de US$ 110 bilhões em café e itens relacionados (US$ 301 milhões por dia) ao ano; e o fato de o produto ser responsável por mais de 8% do valor de toda a indústria de serviços alimentícios, conforme estudo sobre o impacto econômico do café nos EUA, conduzido pela Technomic, em 2022, a pedido da NCA.

Ainda, a indústria cafeeira norte-americana sustenta mais de 2,2 milhões de empregos no país, gerando mais de US$ 101 bilhões em salários, o que beneficia todos os Estados e comunidades locais. Além disso, a cada US$ 1 que os EUA importam de café, são injetados outros US$ 43 na economia americana, fazendo com que o setor movimente US$ 343 bilhões ao ano, montante que representa 1,2% do PIB dos Estados Unidos.

Diante da relevância do café aos consumidores e à economia norte-americana, entendemos que se faz necessária a revisão da decisão de taxar os cafés do Brasil – ato que implicará elevação desmedida de preços e inflação, uma vez que esses tributos serão repassados à população americana no ato da compra –, medida pela qual seguiremos trabalhando junto a nossos parceiros nos Estados Unidos, de maneira que consigamos lograr êxito no sentido de, ao menos, o café ser incluído entre os produtos que fiquem isentos da tributação de 50%".

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) manifesta preocupação a respeito da confirmação da taxação de 50% sobre os cafés especiais do Brasil a serem importados pelos Estados Unidos, conforme ordem assinada, hoje, 30 de julho, pelo presidente Donald Trump.

Cafés especiais

Leia a nota da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA):

"Os EUA são o principal mercado importador dos cafés especiais do Brasil, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas desse produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano. Tal medida, se mantida, impactará a comunidade do café especial e os segmentos envolvidos com cafés de qualidade em todo o mundo, principalmente o Brasil, como maior fornecedor, e os EUA, maiores consumidores do produto.

É válido recordar que a indústria cafeeira norte-americana emprega mais de 2 milhões de pessoas e movimenta valor superior a US$ 340 bilhões ao ano, o que equivale a 1,2% do PIB dos EUA. E o Brasil é o principal fornecedor do produto a esse mercado.

Nesse sentido, a BSCA, como legítima representante da comunidade do café especial brasileira, reitera a necessidade de diálogo na tentativa de reverter a taxação apresentada ao produto, de forma que sejam preservados empregos, renda e uma parceria construída ao longo de décadas entre os atores das duas nações.

O estabelecimento do diálogo no tocante à importação dos cafés especiais do Brasil por parte dos EUA é essencial para que não sejam prejudicados o setor brasileiro de cafés especiais, a indústria cafeeira e, principalmente, os consumidores norte-americanos"

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