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Fim da safra de café em Minas impacta empregos na agropecuária

O setor agro registrou saldo negativo de empregos em agosto devido ao fim da colheita

Por Redação
REDAÇÃO

29/09/2025 • 14:58 • Atualizado em 29/09/2025 • 14:58

Fim da safra de café no Brasil derrubou postos de trabalho

Fim da safra de café no Brasil derrubou postos de trabalho

Foto: Ari Dias | AEN

Resumo

Agropecuária apresentou declínio de 2.665 empregos em agosto, impactada pelo fim da safra de café, especialmente em Minas Gerais, conforme relatório do Caged.

Setor de serviços liderou a criação de empregos em agosto, com 81.002 novas vagas, seguido pelo comércio e indústria, com saldos positivos em várias regiões, segundo o Caged.

São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco destacaram-se com os maiores saldos de emprego, enquanto Rio Grande do Sul e Roraima tiveram os menores, de acordo com o levantamento do Caged.

A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 empregos em agosto, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (29). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a queda foi motivada principalmente pelo final da safra no cultivo de café, em especial em Minas Gerais. Os demais quatro grandes setores acompanhados pelo governo federal tiveram criação líquida positiva.

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De acordo com os números do Caged, o maior gerador de postos de trabalho no mês passado foi o setor de serviços, com um saldo de 81.002 postos formais de trabalho. O comércio registrou o segundo maior saldo, com 32.612 postos. Na indústria, o saldo de emprego formal foi de 19.098 postos. A construção civil também registrou saldo positivo, com 17.328.

O levantamento apontou que em 25 das 27 unidades federativas, o saldo de trabalho foi positivo: tiveram maior saldo São Paulo (45.450 vagas), Rio de Janeiro (16.128) e Pernambuco (12.692). Os menores saldos foram registrados no Rio Grande do Sul (-1.648), em Roraima (-262) e em Santa Catarina (315 postos).

O salário médio real de admissão foi de R$ 2.295,01, um aumento de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho de 2025 (R$ 2.282,31), e de R$ 19,59 (+0,86%) frente a agosto de 2024.