
Fim da safra de café no Brasil derrubou postos de trabalho
Foto: Ari Dias | AEN
Resumo
Agropecuária apresentou declínio de 2.665 empregos em agosto, impactada pelo fim da safra de café, especialmente em Minas Gerais, conforme relatório do Caged.
Setor de serviços liderou a criação de empregos em agosto, com 81.002 novas vagas, seguido pelo comércio e indústria, com saldos positivos em várias regiões, segundo o Caged.
São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco destacaram-se com os maiores saldos de emprego, enquanto Rio Grande do Sul e Roraima tiveram os menores, de acordo com o levantamento do Caged.
A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 empregos em agosto, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (29). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a queda foi motivada principalmente pelo final da safra no cultivo de café, em especial em Minas Gerais. Os demais quatro grandes setores acompanhados pelo governo federal tiveram criação líquida positiva.
De acordo com os números do Caged, o maior gerador de postos de trabalho no mês passado foi o setor de serviços, com um saldo de 81.002 postos formais de trabalho. O comércio registrou o segundo maior saldo, com 32.612 postos. Na indústria, o saldo de emprego formal foi de 19.098 postos. A construção civil também registrou saldo positivo, com 17.328.
O levantamento apontou que em 25 das 27 unidades federativas, o saldo de trabalho foi positivo: tiveram maior saldo São Paulo (45.450 vagas), Rio de Janeiro (16.128) e Pernambuco (12.692). Os menores saldos foram registrados no Rio Grande do Sul (-1.648), em Roraima (-262) e em Santa Catarina (315 postos).
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.295,01, um aumento de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho de 2025 (R$ 2.282,31), e de R$ 19,59 (+0,86%) frente a agosto de 2024.
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