As exportações de carne bovina brasileira para a China está perto de atingir a cota permitida para este ano. Algumas consultorias até já afirmam que a cota atingiu 100%, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para lidar com o problema, os frigoríficos brasileiros estão reduzido o volume de abates e até anunciando férias coletivas para os colaboradores. A cota é de 1,1 milhão de toneladas. O excedente será taxado em 77%, o que inviabiliza o negócio.
Em junho, o Brasil exportou 158,3 mil toneladas de carne bovina para a China, o maior volume mensal embarcado ao país em 2026. Entre os meses de janeiro a maio, os embarques atingiram a cota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pelo governo chinês para importações com tarifa reduzida.
No ano passado, foram exportadas para a China mais de 1,68 milhão de toneladas de carne bovina. Esse volume representou 48% das exportações totai de carne bovina brasileira no ano. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras da Carne (Abiec), os frigoríficos brasileiros só devem retomar o ritmo a partir de outubro, já para compor as cotas de carne bovina de 2027.
Além das férias coletivas e redução no ritmo de abates, os frigoríficos nacionais também tentam redirecionar parte dessa carne para o mercado interno ou ainda, para países como os Estados Unidos e Oriente Médio.
Em 2025, o Brasil bateu recorde nas exportações de carne bovina, com 3,05 milhões de toneladas enviadas ao exterior. O volume representa um aumento de quase 21% em relação a 2024, movimentando US$ 18 bilhões — cerca de 40% a mais do que o faturado no ano anterior. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por 48% do volume total exportado e em seguida vieram os Estados Unidos, com quase 272 mil toneladas, e o Chile, com pouco mais de 136 mil toneladas.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Abiec. O setor segue acompanhando o cenário internacional e buscando alternativas para manter o ritmo das exportações enquanto aguarda a retomada dos embarques para a China.
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