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Governo brasileiro irá usar a Lei da Reciprocidade com os Estados Unidos

Setores de suco de laranja e de carnes devem ser os mais afetados por taxação anunciada por Trump

Por Redação
REDAÇÃO

10/07/2025 • 10:08 • Atualizado em 10/07/2025 • 10:08

Resumo

Medidas internacionais impactam setor produtivo brasileiro, levando o governo e representantes do agronegócio a buscar estratégias de resposta, destacando a preocupação com o cenário atual.

Governo brasileiro planeja adotar a "lei da reciprocidade" para assegurar tratamento igualitário em negociações, em meio a recomendações de cautela por parte da frente parlamentar da agropecuária.

Indústria de sucos dos EUA, significativamente afetada, depende do Brasil para fornecimento de matérias-primas, criando preocupações bilaterais sobre os impactos negativos das medidas para ambos os países.

Em resposta a recentes medidas internacionais que têm afetado diretamente o setor produtivo brasileiro, o Governo do Brasil e representantes do agronegócio demonstraram preocupação e já delineiam estratégias de resposta. Sebastião Garcia, repórter do Canal Agro+, informa que há uma crescente apreensão que "preocupa todo mundo".

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O governo brasileiro anunciou que irá aplicar a "lei da reciprocidade", que assegura o mesmo tratamento em casos semelhantes. Esta decisão vem em um momento em que a frente parlamentar da agropecuária também recomenda cautela e defende "medidas ou ações enérgicas, firmes e estratégicas nas negociações".

As repercussões das medidas não se limitam ao território nacional. A indústria de sucos dos Estados Unidos, que emprega uma quantidade significativa de trabalhadores e tem o Brasil como principal fornecedor de matérias-primas, também será afetada. A situação gera uma preocupação bilateral, onde os impactos negativos são esperados em ambos os países.

A ABIEC, associação que representa a indústria exportadora de carnes no Brasil expressou que a situação "prejudica todo o setor produtivo", indicando um possível efeito dominó que pode prejudicar várias cadeias de produção dentro do agronegócio.

Em uma ação diplomática, o Itamaraty já respondeu à carta do presidente Donald Trump, alegando que a medida é "ofensiva", sinalizando uma possível tensão nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos caso não haja um entendimento mútuo em breve.

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