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Gripe aviária não deve forçar queda de preços de frango e ovos

Apesar da expectativa de aumento da oferta de produtos no Brasil, agroindústrias apontam para estabilidade e não para queda de preços

Por Redação
REDAÇÃO

27/05/2025 • 11:09 • Atualizado em 27/05/2025 • 11:09

Preço do frango não deve cair por causa da gripe aviária

Preço do frango não deve cair por causa da gripe aviária

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A confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil há 10 dias e a consequente suspensão das exportações de produtos avícolas para 38 destinos devem levar à queda nos preços da carne de frango e ovos no país. A avaliação é de técnicos da equipe agrícola e econômica do governo. Entretanto, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa as agroindústrias, sinaliza que os preços não devem cair.

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Ricardo Santin, presidente da ABPA, disse na segunda-feira (26), que apesar de eventuais variações, o cenário atual ainda é de oferta ajustada e ainda que o volume de exportações excedente seja direcionado a outros países, há outros itens que pesam no custo de produção de frangos e ovos, como o milho, suplementos e a energia elétrica. “Pode haver excesso de oferta em 10 a 15 dias de carne de frango, mas aposto na estabilidade”, declarou. Ele citou o fato de que 70% da produção nacional de frango já é direcionada ao mercado doméstico, enquanto 30% são exportados. “Tivemos a mesma situação em 2024, com um caso de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul e não vimos os preços caírem. A situação é muito semelhante”, disse.

A energia elétrica, que é um item essencial ao custo de produção avícola, subiu em maio, de acordo com o IPCA, divulgado nesta terça-feira (27) pelo IBGE. O item também pode encarecer os preços, mantendo o equilíbrio no mercado.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também declara que não haverá “impacto relevante” da gripe aviária nos preços da carne de frango e ovos. “O preço dos ovos já vinha caindo antes do fato [o 1º caso de gripe aviária] e é puramente uma questão de demanda e oferta no mercado”, afirmou.

Na segunda-feira (26), membros do governo afirmaram que os preços dos produtos avícolas poderiam apresentar queda pelo menos pelos próximos três meses, período para as granjas ajustarem o alojamento de pintinhos à demanda atual. “Depois dessa pressão pontual inicial, a tendência é de estabilidade nos preços de frango e ovos”, observou um técnico que acompanha as medidas do governo para o enfrentamento da inflação de alimentos.