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Ibama resgata 41 animais silvestres em churrascaria no Piauí

Operação conjunta flagrou criação ilegal de caititus e cutias para abate e venda de carne de caça

Por Redação
REDAÇÃO

29/08/2025 • 11:52 • Atualizado em 29/08/2025 • 11:52

Cutias e caititus apreendidos em churrascaria

Cutias e caititus apreendidos em churrascaria

Divulgação/Ibama

Resumo

Operação de apreensão no Piauí: O Ibama, com apoio da PRF, ICMBio e BEPI, realizou uma operação em uma churrascaria em Alto Alegre, à margem da BR-222, onde foram apreendidos 41 animais silvestres, incluindo 18 caititus e 23 cutias, provenientes de um abatedouro ilegal.

Denúncia e descoberta: A ação foi desencadeada após denúncias de que a churrascaria operava ao lado de um criadouro ilegal. Os animais eram abatidos para a venda de carne de caça, sem qualquer controle sanitário, representando risco à saúde pública.

Consequências e medidas: Os animais foram avaliados por veterinários e encaminhados para o Ibama em Teresina, onde se avalia a possibilidade de soltura em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). A operação destacou os perigos de saúde e os crimes ambientais associados ao cativeiro e comércio ilegal de animais silvestres.

Cutias e caititus foram apreendidos em uma churrascaria no Piauí, em uma operação comandada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, no local, havia 41 animais, originários de um abatedouro ilegal localizado na ciade de São João da Fronteira, também no Piauí.

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A operação ainda contou com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Batalhão Especial de Policiamento do Interior da Polícia Militar do Piauí (BEPI).

A ação ocorreu no distrito de Alto Alegre, às margens da BR-222, após denúncia de que uma churrascaria funcionava ao lado de um criadouro ilegal. No local, foram encontrados 18 caititus (Pecari tajacu) e 23 cutias (Dasyprocta sp.), que eram abatidos para comercialização de carne de caça.

De acordo com o analista ambiental e médico veterinário do Ibama, Fabiano Pessoa, a prática representa não apenas crime ambiental, mas também um risco à saúde pública. “É importante destacar o risco de saúde para quem mantém esses animais silvestres em cativeiro ilegal e o consumo da carne, pois as condições de manutenção e manejo dos animais vendidos ilegalmente pelo restaurante não passavam por nenhum controle de cuidados de higiene e veterinários, sendo um meio de transmissão de doenças, além do crime ambiental”, afirmou.

Os animais foram avaliados por médicos veterinários e equipes ambientais ainda no local e, em seguida, encaminhados ao Ibama em Teresina. As equipes estudam agora a possibilidade de formação de grupos para soltura em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS).