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Importação de morango do Egito sobe 868% e liga alerta no agro brasileiro

Preço da fruta importada chega ao mercado abaixo do custo de produção nacional; Minas Gerais, líder no setor, é o estado mais impactado

Da redação
DA REDAÇÃO

18/03/2026 • 11:01 • Atualizado em 18/03/2026 • 11:01

Resumo

O aumento das importações de morango no Brasil, com destaque para a fruta egípcia vendida a preços mais baixos que o custo nacional, preocupa o setor produtivo de Minas Gerais, maior produtor da América Latina.

A entrada de morango importado ameaça a sustentabilidade de cerca de 10 mil agricultores familiares mineiros, especialmente após o pico da safra de verão, exigindo atenção das autoridades para equilibrar o mercado.

O cooperativismo brasileiro apresentou prioridades ao governo, visando fortalecer o setor e impulsionar emprego e desenvolvimento, enquanto o tomate registra alta de preços superior a 20% em 2026 devido à redução da oferta, impactando a inflação dos alimentos.

As importações de morango no Brasil registraram um salto expressivo de 868% nos últimos quatro anos. O avanço é puxado principalmente pela fruta vinda do Egito, que chega ao mercado brasileiro com preços altamente competitivos.

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Enquanto o morango egípcio é vendido a cerca de R$ 7,50 o quilo, o custo de produção para o agricultor brasileiro gira em torno de R$ 8,50. A diferença de valores tem preocupado o setor produtivo nacional, especialmente em Minas Gerais.

O estado mineiro é o maior produtor de morangos da América Latina. Atualmente, a atividade envolve cerca de 10 mil agricultores familiares, que enfrentam o desafio de manter a rentabilidade diante da concorrência externa.

Impacto na agricultura familiar

A pressão dos preços ocorre em um momento estratégico para o campo. Em Minas Gerais, a safra de verão teve seu pico de colheita concentrado no mês de fevereiro, o que aumentou a oferta interna.

Para o setor, a entrada massiva da fruta importada por um valor abaixo do custo de produção local ameaça a sustentabilidade dos pequenos produtores. O cenário exige atenção das autoridades para garantir o equilíbrio do mercado.

Cooperativismo e metas para 2026

Paralelamente aos desafios de mercado, o cooperativismo brasileiro apresentou suas prioridades estratégicas ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Judiciário.

O documento busca fortalecer as cooperativas e garantir avanços regulatórios. Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o setor é peça-chave para a geração de emprego e o desenvolvimento regional.

Alta no preço do tomate

Enquanto o morango enfrenta pressão pela baixa dos preços importados, o tomate segue o caminho oposto. O produto acumulou alta de mais de 20% no início de 2026, sendo a maior elevação entre os alimentos no ano, segundo o IBGE.

No atacado, a caixa de 20 kg chegou a custar R$ 110 em São Paulo e ultrapassou R$ 140 em Campinas. O aumento está diretamente ligado à redução da oferta após o pico da safra, o que pressiona o índice de inflação dos alimentos.