
Ipê amarelo faz parte das mudas disponíveis
Divulgação
Resumo
Floração dos ipês em Brasília é destacada por Valteno de Oliveira e Carolina Rabelo no AgroBand, marcando o encerramento da temporada entre maio e outubro com diversas cores que transformam a paisagem do cerrado.
Exposição no Jardim Botânico, organizada pela bióloga Priscila, explora as lendas e diversidade das espécies de ipês, revelando curiosidades sobre a origem das cores das árvores e suas adaptações ao ambiente do cerrado.
Espetáculo natural dos ipês, que florescem intensamente mesmo durante a seca, oferece um breve porém marcante espetáculo de beleza em Brasília, com destaque para a Alameda dos Ipês e a efêmera duração das flores brancas que simbolizam o fim da temporada de florada.
O ipê, árvore símbolo do Brasil, encerra mais uma temporada de florada em Brasília. A paisagem do cerrado se transforma entre maio e outubro, quando o roxo, o amarelo, o rosa, o verde e o branco colorem avenidas, parques e praças. O AgroBand desta segunda-feira (6), mostra como é o espetáculo natural que emociona moradores e turistas que visitam a capital federal.
A reportagem visitou o Jardim Botânico de Brasília, onde uma exposição organizada apresenta as lendas e a diversidade das espécies desta árvore. Segundo a pesquisadora, há uma antiga história sobre a origem das cores dos ipês. “A lenda diz que os ipês não floresciam. As aves pousavam nos galhos e, após um pedido das árvores aos céus, elas começaram a florescer de acordo com a cor das aves. Assim nasceram o ipê amarelo, o branco, o rosa e o verde — este último, o menos conhecido”, contou.
Diversidade e adaptação ao cerrado
Além da simbologia, os ipês impressionam pela diversidade. Cada espécie tem características próprias em relação ao tamanho, às folhas e ao ambiente em que se desenvolve.
“O ipê-rosa é uma árvore alta e robusta, típica de áreas de floresta. Já o ipê-amarelo e o ipê-branco são menores, com até oito metros de altura, mais comuns em ambientes abertos, como o cerrado”, explicou Priscila.
No Jardim Botânico, há oito espécies diferentes da árvore, que também estão espalhadas por avenidas e áreas residenciais da capital. O auge da floração se estende por seis meses, começando em maio, com os ipês-roxos, seguido pelos amarelos e finalizando com os brancos.
Em uma das regiões mais floridas da cidade, a Alameda dos Ipês, as árvores se destacam ainda mais neste período seco. “É curioso, mas é justamente na seca que elas florescem”, comentou Felipe Alves durante a reportagem.
A bióloga explica que o fenômeno é resultado de uma estratégia natural da espécie. “Ao florescer quando há menos plantas floridas, o ipê enfrenta menos competição pela polinização. Assim, garante maior produção de frutos e sementes.”
Espetáculo de curta duração e muita emoção
Em Brasília, os ipês brancos marcam o fim da temporada de florada. As flores duram apenas três dias, o que torna cada registro ainda mais valioso para quem admira a paisagem.
“É impossível não parar para olhar. Com o céu azul de Brasília, fica ainda mais lindo”, disse Márcia, moradora que atravessou a cidade apenas para apreciar as árvores.
Outra visitante comparou a cena à neve: “Quando o ipê está bem florido, parece que estamos num lugar coberto de neve”, descreveu.
Na reta final da estação seca, os ipês oferecem ao Distrito Federal um espetáculo de cores e simbolismo. “É um colírio nessa seca”, resumiu um morador, encantado com a beleza que anuncia o fim da estiagem.
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