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Javali no campo: pesquisa nacional quer conter avanço da espécie em 2026

O Ministério da Agricultura mapeia prejuízos causados pelo animal no meio rural e produtores têm até maio para participar do levantamento oficial

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 09:49 • Atualizado em 20/03/2026 • 09:49

Resumo

O Ministério da Agricultura e Pecuária iniciou uma pesquisa nacional para mapear a presença de javalis em áreas rurais, buscando dimensionar o avanço da espécie invasora e os prejuízos causados à produção agropecuária, com resultados previstos para o segundo semestre de 2026.

O javali representa um dos maiores desafios sanitários e econômicos para o agronegócio brasileiro, causando destruição de lavouras, risco fitossanitário e ameaça à certificação internacional da carne, levando o governo a identificar regiões com maior concentração e estabelecer protocolos rígidos de controle populacional.

Os engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina foram declarados patrimônio cultural e imaterial do Brasil, reconhecendo uma tradição de mais de 2.000 anos que preserva técnicas ancestrais, valoriza a agricultura familiar e garante a continuidade da identidade rural catarinense.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu início a uma pesquisa nacional estratégica para mapear a presença de javalis em áreas rurais de todo o Brasil. O objetivo central é dimensionar o avanço da espécie invasora e os prejuízos reais causados à produção agropecuária, servindo como base para novas medidas de controle.

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Produtores rurais e manejadores autorizados podem responder ao questionário oficial até o dia 31 de maio. Os dados coletados são fundamentais para que o governo federal consiga planejar ações de manejo eficazes, com a divulgação dos resultados finais prevista para o segundo semestre de 2026.

O perigo do javali para o agronegócio

A presença de javalis é um dos maiores desafios sanitários e econômicos enfrentados pelo produtor brasileiro atualmente. Por ser uma espécie exótica e sem predadores naturais no país, sua reprodução ocorre de forma desordenada, causando a destruição de lavouras inteiras em poucas noites.

Além do dano material direto nas plantações, o javali representa um risco fitossanitário grave. O animal pode ser portador de doenças que ameaçam a certificação internacional da carne brasileira, como a febre aftosa e a peste suína clássica, o que justifica a urgência do mapeamento nacional.

Com as informações enviadas pelos produtores "da porteira para dentro", o Ministério da Agricultura pretende identificar as regiões de maior concentração das varas — como são chamados os grupos de javalis — e estabelecer protocolos mais rígidos de controle populacional.

Tradição: Engenhos de SC viram patrimônio cultural

Enquanto o governo foca no controle de pragas, outra notícia celebra as raízes do campo: os engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina foram declarados patrimônio cultural e imaterial do Brasil. A decisão reconhece uma tradição de mais de 2.000 anos que une saberes indígenas, africanos e açorianos.

Atualmente, cerca de 80 engenhos permanecem ativos em 13 municípios catarinenses. Mais do que unidades de produção, esses locais são símbolos da resistência da agricultura familiar, preservando um modo de vida que define a identidade de comunidades rurais e litorâneas do estado.

O reconhecimento como patrimônio ajuda a proteger as técnicas ancestrais de moagem e torra da mandioca. Para o setor, essa certificação agrega valor ao produto final e garante que a história da agricultura familiar catarinense continue sendo contada para as próximas gerações.

Entenda o que é uma espécie invasora

No agronegócio, o termo "espécie invasora" refere-se a animais ou plantas que não pertencem originalmente àquele ecossistema. Por não terem inimigos naturais, elas se multiplicam rapidamente, competem por recursos com espécies nativas e causam desequilíbrios produtivos e ambientais severos.