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Entenda como a Raízen, maior produtora de etanol do mundo, tem uma dívida de R$ 49 bilhões

A Raízen anunciou plano de desinvestimentos de R$ 3,6 bilhões para saldar dívidas e reforçar atuação na área de bioenergia

Por Redação
REDAÇÃO

14/08/2025 • 15:00 • Atualizado em 14/08/2025 • 15:00

Usina de etanol de cana da Raízen em São Paulo

Usina de etanol de cana da Raízen em São Paulo

Divulgação/Raízen

Resumo

Desempenho financeiro: A Raízen, líder mundial em produção de etanol e açúcar, enfrenta dificuldades financeiras, com queda de 11% em suas ações e prejuízo de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/2026, elevando sua dívida líquida para R$ 49,2 bilhões.

Estratégias de gestão: O CEO Nelson Gomes destacou a realização de desinvestimentos como estratégia para redução do endividamento, totalizando R$ 3,6 bilhões, incluindo a venda de 55 usinas de geração de energia por R$ 600 milhões para a Thopen Energia e Gera Holding Desenvolvedora.

Reestruturação operacional: Em julho, a Raízen anunciou o encerramento das operações da usina Santa Elisa, uma das mais antigas do Brasil, como parte de sua estratégia de redução de ativos e endividamento, com a venda dos ativos da usina por R$ 1,04 bilhão para a Usina São Martinho.

A Raízen, grupo que reúne empresas no setor de etanol e açúcar, através da Cosan, e distribuição de combustíveis com a Shell, está atravessando um momento difícil. Nesta quinta-feira (14), após a divulgação do balanço do 1º trimestre da safra 2025/2026, que mostraram um prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhões, as ações (raiz4) da companhia haviam caído 11%. Com isso, a dívida líquida da companhia saltou para R$ 49,2 bilhões.

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Na divulgação do balanço, a Raízen, que é a maior produtora de etanol e açúcar de cana-de-açúcar do mundo, citou o aumento das despesas financeiras em razão do maior saldo de dívidas e da taxa média do CDI como um dos componentes do resultado.

O CEO da empresa, Nelson Gomes, afirmou nesta quinta-feira (14) que a companhia está fazendo desinvestimentos, um total de R$ 3,6 bilhões (R$ 2,6 bilhões neste ano) para saldar as dívidas.

Só em julho, a Raízen anunciou, através de um fato relevante, a venda de 55 usinas de geração de energias por R$ 600 milhões. A a Thopen Energia comprou 44 usinas, e a Gera Holding Desenvolvedora, 11 usinas com capacidade nominal instalada agregada total de até 142 megawatt-pico (MWp). Segundo o documento, a Raízen receberá os valores correspondentes à medida que as usinas forem transferidas da companhia para os compradores, com conclusão prevista até março de 2026.

No dia 15 de julho, a Raízen anunciou a paralisação das atividades de uma das usinas mais antigas do Brasil, a Usina Santa Elisa. Fundada em 1930, em Sertãozinho (SP), a companhia argumentou que a decisão fazia parte da estratégia para reduzir o endividamento e os ativos da companhia foram vendidos por R$ 1,04 bilhão. Na negociação, a Usina São Martinho ficou com 3,6 milhões de toneladas de cana plantadas em 10,6 mil hectares. De acordo com a empresa, a unidade não foi vendida e a paralisação faz parte da estratégia da companhia para a reestruturação dos negócios. A usina tem capacidade para processar 6 milhões de cana-de-açúcar e empregava quase 2 mil pessoas.