
Dryocampa rubicunda não é uma ameça ao agro brasileiro
Divulgação/Maryland Museum
A Dryocampa rubicunda, popularmente chamada de mariposa-rosa-do-bordo, tem chamado a atenção na internet por sua coloração vibrante, mas não representa nenhuma ameaça à agricultura brasileira. A espécie é nativa da América do Norte, com ocorrência registrada apenas nos Estados Unidos e no Canadá, e não possui histórico de presença no Hemisfério Sul.
Segundo dados do Museu de Zoologia da Universidade de Michigan, o inseto é endêmico do leste norte-americano. Sua distribuição geográfica vai do sul do Canadá até a Flórida e o oeste do Texas, regiões com clima e vegetação muito distintos dos encontrados nas zonas produtoras do Brasil.
Por que não é praga no Brasil
A principal razão para a mariposa não oferecer riscos ao agronegócio nacional é sua alimentação específica. As lagartas da espécie, conhecidas como greenstriped mapleworm, alimentam-se exclusivamente de folhas de árvores do gênero Acer (os bordos).
Diferente do que ocorre na América do Norte, onde existe uma indústria consolidada de xarope de bordo, no Brasil essas árvores são utilizadas quase unicamente para fins ornamentais e em pequena escala. De acordo com o levantamento taxonômico do NCBI (National Center for Biotechnology Information), não há registros da espécie atacando culturas comerciais relevantes para a economia brasileira, como soja, milho ou café.
Características da espécie
A Dryocampa rubicunda pertence à família Saturniidae. Enquanto as lagartas podem causar a queda de folhas (desfolha) em árvores ornamentais em seu habitat de origem, os adultos têm uma biologia curiosa: as mariposas não se alimentam.
Conforme as informações da Animal Diversity Web, os adultos vivem apenas para a reprodução. Sua característica mais marcante — e motivo de sua fama — é a coloração que mistura rosa e amarelo intensos, facilitando sua identificação visual, mas sem indicar periculosidade para seres humanos ou lavouras tropicais.
Monitoramento sanitário
Embora a espécie não exista na fauna brasileira, o monitoramento de pragas exóticas é uma prática constante no agronegócio. Fontes oficiais como Embrapa e Ministério da Agricultura mantêm vigilância ativa para impedir a entrada de insetos que possam desequilibrar o sistema produtivo, garantindo a segurança sanitária do campo.
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