Resumo
Produção de mel de aroeira por pequenos produtores do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, destaca-se pela qualidade do produto, organização em cooperativa e associação e conquista de mercados mais exigentes.
Meta de ampliar produção mensal de 600 kg para 1.200 kg, desenvolvimento de nova marca inspirada no artesanato local e apoio do Sebrae Minas fortalecem identidade e estratégias de venda dos apicultores, atualmente reunidos em 45 cooperados e 202 associados.
Tradição regional na exploração do ouro dá lugar à aposta na produção sustentável de mel premium, com potencial de ampliar mercados e garantir novas oportunidades para a economia e a apicultura do Vale do Jequitinhonha.
Pequenos produtores do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, estão conquistado novos mercados (e mais exigentes) com a produção de mel de aroeira, uma planta nativa da região. A atividade, que reúne apicultores locais em torno de uma associação e de uma cooperativa, tem se destacado não apenas pela qualidade do produto, mas também pela organização dos produtores.
O mel, considerado “ouro” para os produtores da cidade de Turmalina, é beneficiado em uma unidade localizada na cidde e atualemnte, a produção mensal alcança 600 kg e a meta do grupo é dobrar esse volume no próximo ano.
O diferencial do mel produzido na região está no tipo de florada. O mel de aroeira, mais escuro e com propriedades reconhecidas, é considerado um “mel premium” e se tornou destaque no mercado, mas os apicultores perceberam que isso não era suficiente para garantir maior participação no mercado.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores era o acesso a novos mercados. “Tínhamos uma dificuldade muito grande para acessar mercados, mas o tipo de mel produzido aqui vai facilitar esse acesso”, afirmou Renato Alves de Souza, presidente da AAPIVAJE. Para superar o desafio, os apicultores passaram a investir em estratégias de posicionamento de mercado e criação de canais de venda.
A busca por uma identidade própria levou ao desenvolvimento de uma nova marca, que faz referência também ao tradicional artesanato da região. A logomarca, ainda presente apenas nos uniformes dos trabalhadores, traz uma abelha cuja asa remete ao artesanato local. Segundo os produtores, os resultados positivos já começam a aparecer.
O trabalho de reestruturação da marca e organização comercial contou com o apoio do Sebrae Minas. “A gente percebeu um crescimento”, relataram os produtores ao comentar o avanço da cooperativa, que atualmente conta com 45 membros, enquanto a associação de produtores do Vale do Jequitinhonha reúne 202 associados.
Com tradição histórica na exploração do ouro, o Vale do Jequitinhonha agora aposta na produção sustentável de mel para fortalecer a economia local. Segundo os produtores, as mudanças implementadas têm potencial para ampliar a presença do produto mineiro em diversos mercados e garantir novos horizontes para a apicultura regional.
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