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Ministério da agricultura inicia vazio sanitário para a gripe aviária para retomar exportações

Prazo de 28 dias é considerado seguro para declarar o fim do foco da doença

Por Redação
REDAÇÃO

22/05/2025 • 11:28 • Atualizado em 22/05/2025 • 11:28

O governo do Rio Grande do Sul concluiu a desinfecção da granja comercial de Montenegro (RS), onde o foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) começou e agora, dá início ao vazio sanitário para a doença, por 28 dias. Se, até o fim deste prazo não for constatado nenhum caso positivo para a doença, em granja comercial, o país retoma o status livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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O prazo de 28 dias é necessário para o foco ser considerado concluído, já que garante a quebra do ciclo viral.

O processo de limpeza e desinfecção dos galpões, aviários, ninhos, máquinas e outras estruturas e equipamentos da granja, que envolve escritório, almoxarifado, vestiários e lavanderia, foi finalizado na noite de quarta-feira (21) segundo a secretaria. Em nota, a pasta afirma que o processo de limpeza do estabelecimento se iniciou no domingo (18) e 540 propriedades rurais foram vistoriadas.

Anteriormente à limpeza, as ações sanitárias no local já haviam sido colocadas em prática, com o sacrifício das aves da granja (em torno de 17 mil aves), retirada da cama das aves e a destruição dos ovos que ainda permaneciam no local, segundo a secretaria. Os ovos que deixaram a granja de Montenegro, com destino a Minas Gerais e Paraná, principalmente, foram todos destruídos.

A partir da finalização da limpeza e desinfecção, a granja começa a contar o período de vazio sanitário, que dura 28 dias para o caso de influenza aviária, já que são estipulados dois períodos de incubação de 14 dias, conforme prevê o Plano Nacional de Contingência da Influenza Aviária, esclareceu a secretaria.

O Ministério da Agricultura espera retomar as exportações de frango dentro deste prazo. Nesta semana, a Rússia e o Uruguai flexibilizaram as regras e restringiram as importações. A Rússia mantém suspensa as importações regionais e o Uruguai, impôs tratamentos térmicos e produtos obtidos antes de 1 de maio. Cerca de 20 países restringiram as importações de produtos avícolas de todo o Brasil, e outros apenas do Rio Grande do Sul. Japão e Arábia Saudita, que estão entre os principais importadores do setor, restringiram as compras apenas do município de Montenegro.

Até a manhã desta quinta-feira (22), o Mapa ainda processa onze investigações sobre casos suspeitos de gripe aviária no Brasil. Dois foram coletados em granjas comericiais, uma no Tocantins e outra em Santa Catarina. Os demais casos são provenientes de aves domésticas e migratórias.