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Morre o touro Bipolar, um dos mais premiados do rodeio nacional

Touro de 18 anos morreu no interior de São Paulo; animal ganhou 80 fivelas e foi quatro vezes eleito o touro do ano pela PBR

Da redação
DA REDAÇÃO

26/03/2026 • 21:18 • Atualizado em 26/03/2026 • 21:18

Touro Bipolar morreu aos 18 anos de idade

Touro Bipolar morreu aos 18 anos de idade

Bruno Mulato

Um dos touros mais premiados do rodeio nacional, Bipolar, morreu nesta quinta-feira (25), aos 18 anos, no interior de São Paulo. A morte, de causas naturais devido à idade, foi confirmada pelo empresário Paulo Emílio, da Cia Paulo Emílio de Rodeios. “Hoje nos despedimos de um verdadeiro gigante. O touro Bipolar não foi apenas um touro de rodeio - foi o melhor de todos os tempos, um símbolo de força, respeito e história dentro do rodeio”, escreveu o empresário.

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Bipolar competiu por oito anos e, neste período, faturou 80 fivelas (no rodeio, a fivela corresponde a um troféu de melhor animal da competição), foi quatro vezes eleito melhor touro da PBR e três vezes eleito o melhor touro do rodeio de Barretos (2012, 2016 e 2017). Ele já estava aposentado e vivia na Fazenda Santa Martha, em Icém, no interior de São Paulo.

Em 2013, durante o rodeio em Londrina (PR), Bipolar atingiu a maior nota já registrada na história da PBR Brasil, 94,38 pontos. Em 2018, em sua última competição antes da aposentadoria, o touro derrubou um peão, no rodeio de Barretos, em apenas 4 segundos.

O animal era considerado um astro do esporte, comparado com o touro Bandido e o touro Agressivo, os dois mais premiados da história do rodeio no Brasil. Mas, diferentemente de Bandido e Agressivo, que eram animais bravos, Bipolar era extremamente dócil no dia-a-dia, mas tinha um comportamento explosivo na arena (daí, seu nome). Uma de suas principais características era girar de ponta cabeça para derrubar o peão. Ele pesava 1,1 tonelada ou um mil e cem quilos e foi o touro que mais contribuiu com a genética de touros de esporte no país.

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