Agroband

Mulheres no agronegócio: força feminina garante sucesso na produção de café

Com mais de 4 milhões de trabalhadoras no setor, associação no Distrito Federal une empreendedoras para profissionalizar cultivo e pautar políticas públicas

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 09:37 • Atualizado em 09/03/2026 • 09:37

Resumo

O setor do agronegócio brasileiro registra forte presença feminina, com mais de 4 milhões de mulheres atuando na agricultura e pecuária, representando 40% da força de trabalho segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017.

Uma associação de produtoras de café no Lago Oeste, Distrito Federal, exemplifica o protagonismo das mulheres, onde o apoio mútuo, a busca por profissionalização e o trabalho coletivo impulsionam resultados econômicos e fortalecem a economia local.

A atuação das mulheres no campo vai além da produção, alcançando espaços de decisão política e promovendo o desenvolvimento regional por meio de organização em coletivos, aplicação de técnicas modernas e valorização do papel feminino no agronegócio.

As mulheres consolidam cada vez mais sua importância no desenvolvimento do agronegócio brasileiro, ocupando funções que vão desde a produção direta no campo até cargos de direção e comando. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, realizado em 2017, o setor registra mais de 4 milhões de mulheres trabalhando na agricultura e na pecuária, o que representa mais de 40% da força de trabalho total do segmento.

Compartilhar

Um exemplo prático desse protagonismo ocorre no Distrito Federal, onde uma associação de produtoras de café no Lago Oeste tem alcançado resultados expressivos. O grupo surgiu da necessidade de melhorar a qualidade da produção e se manteve vivo pelo interesse constante das mulheres em buscar profissionalização.

União e profissionalismo no campo

A produtora de café Isabel Cristina, que é servidora aposentada há dez anos, encontrou na agricultura uma alternativa à vida urbana. Ela relata que o apoio mútuo entre as mulheres da região foi essencial para o sucesso de sua produção. "A gente cresce além do plantio. É necessário para a gente conseguir sempre abrir portas e mostrar que a mulher tem poder, força e atitude", afirma a produtora.

Para Carla Batista, também integrante do grupo, o trabalho coletivo das empreendedoras rurais gera um retorno econômico direto e serve de modelo para outras regiões do país. Ela destaca que a organização feminina permite que as produtoras se enxerguem como potências capazes de trabalhar em conjunto, fortalecendo a economia local.

Atuação política e desenvolvimento regional

Além da excelência na gestão das propriedades, as mulheres do agronegócio têm conquistado espaço em esferas de decisão política. Ao combinarem as habilidades práticas do campo com conhecimento técnico e sensibilidade social, elas conseguem pautar políticas públicas que contribuem diretamente para o desenvolvimento das comunidades onde vivem.

O movimento no Lago Oeste demonstra que a organização em coletivos femininos encoraja as mulheres a se perceberem como peças fundamentais no processo produtivo. Essa percepção de valor, aliada à aplicação de técnicas agrícolas modernas, garante que o setor continue evoluindo com diversidade e eficiência.