
Gripe aviária: mutação do vírus é identificada em humanos; homem morreu
Lucas Cardoso/Embrapa
O Departamento de Saúde de Washington, nos Estados Unidos, confirmou que uma pessoa morreu, na última sexta-feira (21), após contrair o vírus H5N5, uma variação rara da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a gripe aviária. O homem, idoso, é o primeiro caso de infecção humana registrada no planeta por esta mutação - até então, a cepa H5N5 só havia sido identificada em animais.
O homem morava no Condado de Grays Harbor, era idoso e tinha outras condições de saúde adjacentes, o que pode ter agravado a incidência da doença, que vinha sendo tratada e acompanhada por autoridades desde o início de novembro. Em sua propriedade, ele criava aves domésticas e algumas espécies selvagens, que foram os principais vetores prováveis da infecção, segundo o departamento.
Exames realizados pela Universidade de Washington confirmaram que o paciente tinha a variante H5N5 do vírus da gripe aviária, o H1N5. O resultado também foi confirmado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal agência de saúde do país. A instituição, porém, já emitiu um comunicado informando que o risco de novas contaminações é baixo.
Em 2025, os Estados Unidos egistraram mais de 70 casos humanos de gripe aviária. A Organização Mundial da Saúde registrou mais de mil casos humanos de gripe aviária desde 2003, em 25 países, envolvendo todas as cepas. No Brasil, foram registrados 185 casos de gripe aviária desde maio de 2023, mas nenhum caso foi identificado em humanos. Apenas um registro foi localizado em uma granja comercial.
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