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Oferta restrita de mandioca eleva preços pela 5ª semana consecutiva

Preços da raiz de mandioca sobem 2,5% em sete dias devido à baixa umidade no solo e à comercialização limitada por produtores em busca de rentabilidade

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 10:50 • Atualizado em 09/03/2026 • 10:50

Mandioca

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Resumo

Aumento do preço da mandioca é impulsionado por oferta restrita de matéria-prima e demanda crescente da indústria, com dificuldades climáticas e estratégias de comercialização limitando a disponibilidade do produto.

Valor médio da tonelada de mandioca atingiu R$ 503,96, acumulando alta de 7,2% em quatro semanas, mas o setor ainda enfrenta desafios devido à entressafra e à possibilidade de intensificação da disputa pela matéria-prima caso o clima não melhore.

Comparativo anual mostra que, apesar das altas recentes, o preço nominal está 10,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2025 e, em termos reais, a desvalorização é de 8,7%, exigindo atenção dos produtores aos custos e preocupação das indústrias com margens reduzidas.

A média semanal do preço da raiz de mandioca registrou o seu quinto avanço consecutivo, impulsionada por uma oferta restrita de matéria-prima e uma demanda crescente por parte da indústria. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o cenário reflete dificuldades tanto climáticas quanto estratégicas no campo.

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Enquanto parte dos produtores opta por limitar a comercialização da raiz devido à baixa rentabilidade observada em períodos anteriores, o clima também desempenha um papel crucial. Em diversas áreas produtoras, a falta de umidade no solo endurece a terra e dificulta o avanço da colheita, reduzindo o volume disponível para as fecularias — indústrias que processam a mandioca para extrair o amido ou fécula.

Valor da tonelada acumula alta de 7,2%

Dados do Cepea revelam que o valor médio da tonelada de mandioca posta na fecularia fechou a última semana em R$ 503,96. Esse montante representa um aumento de 2,5% em comparação ao período anterior. Com esse novo ajuste, a alta acumulada nas últimas quatro semanas já soma 7,2%.

Para o setor de agronegócio, esses números indicam uma recuperação pontual, mas o setor ainda enfrenta desafios no comparativo de longo prazo. A entressafra — período entre o fim de uma colheita e o início da próxima — pode acentuar ainda mais a disputa pela matéria-prima se as condições climáticas não melhorarem nas próximas semanas.

Comparativo anual aponta desvalorização real

Apesar do ciclo recente de altas, o valor nominal da mandioca ainda está 10,4% abaixo do patamar registrado no mesmo período de 2025. Quando os dados são analisados em termos reais, ou seja, descontando a inflação pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a desvalorização anual chega a 8,7%.

Especialistas do setor alertam que o produtor rural precisa estar atento aos custos de produção para garantir que a atual tendência de alta compense as perdas acumuladas no último ano. A indústria, por sua vez, opera com margens estreitas diante da necessidade de garantir o abastecimento em um mercado de oferta cada vez mais disputado.

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