Resumo
A tradição do pastel com caldo de cana consolidou-se como comida típica de Brasília há mais de 60 anos, originando-se na Rodoviária e apoiando-se no agronegócio local para atender milhares de clientes diariamente.
A matéria-prima de qualidade da pastelaria Viçosa vem de uma fazenda no Distrito Federal, onde o produtor Saul Gomes utiliza práticas sustentáveis e bioinsumos para garantir a doçura e superioridade do caldo de cana.
O pastel com caldo de cana tornou-se símbolo gastronômico da capital por surgir na rodoviária, lugar de intenso fluxo de pessoas, mantendo-se como hábito afetivo entre brasilienses e sendo servido até hoje em pontos emblemáticos da cidade.
O pastel acompanhado de caldo de cana se consolidou como a comida típica de Brasília, uma tradição que resiste há mais de 60 anos no coração da capital federal. A combinação, que nasceu da necessidade de um prato rápido para quem passava pela Rodoviária de Brasília, hoje atrai milhares de clientes diariamente e tem no agronegócio o seu pilar de sustentação.
O sucesso da pastelaria mais famosa da cidade, a Viçosa, está diretamente ligado à qualidade da matéria-prima vinda do campo. A cana-de-açúcar utilizada para produzir a famosa garapa é cultivada em uma fazenda no próprio Distrito Federal, seguindo rigorosos padrões de produção sustentável.
O papel do agronegócio na tradição brasiliense
A produção da cana que abastece a capital é feita na fazenda de Saul Gomes, filho de Tião, o fundador da tradição. Saul explica que o segredo do sabor único do caldo de cana começa no manejo da terra. "É uma bela adubação, tudo orgânica, organomineral, dependendo da época do ano. E a gente tem também bioinsumos que a gente mesmo faz", destaca o produtor.
Os bioinsumos mencionados por Saul são produtos desenvolvidos a partir de microrganismos, materiais vegetais ou substâncias naturais, utilizados para melhorar o crescimento das plantas e o controle de pragas de forma menos agressiva ao meio ambiente. Essa tecnologia permite que a cana cresça com mais doçura e qualidade superior.
Na fazenda, são cultivados hectares com as melhores práticas agrícolas para garantir que a moenda transforme a cana fresca no caldo que é servido aos clientes em Brasília. O processo reflete a integração entre o campo e a cidade, onde a tecnologia do agro garante a manutenção de um patrimônio cultural gastronômico.
Como o pastel virou o prato típico da capital
A fama da dupla pastel e caldo de cana como prato típico surgiu de forma espontânea na Rodoviária de Brasília, local por onde passam cerca de meio milhão de pessoas todos os dias. No início da capital, não havia um prato definido que representasse a cidade. Como todos os visitantes e moradores acabavam parando na rodoviária, o pastel se tornou a primeira e principal referência gastronômica.
Para muitos brasilienses, o sabor remete à infância. Clientes de longa data relatam que frequentam o local há décadas, mantendo o hábito de consumir o salgado e a bebida popular. A fritura é feita na hora, em tachos que comportam até 40 litros de óleo, para atender à demanda constante.
Hoje, a pastelaria já se espalhou por outros pontos de Brasília, mas a unidade da rodoviária permanece como o ponto emblemático desse "casamento perfeito" entre o pastel de queijo tradicional e a garapa gelada.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

