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Pecuária digital: tecnologias prometem reduzir perdas bilionárias no leite

Evento em Brasília apresenta soluções inovadoras, como a raquete digital contra mastite e forragem hidropônica, para otimizar a produção nacional

Da redação
DA REDAÇÃO

16/03/2026 • 11:39 • Atualizado em 16/03/2026 • 11:39

Resumo

Evento TecPack Bovinocultura reuniu produtores rurais, técnicos e especialistas em Brasília, destacando novas tecnologias para aumentar a produtividade da pecuária e combater doenças como a mastite, que causa grandes prejuízos ao setor leiteiro.

Apresentação de equipamentos inovadores, como a "raquete digital" desenvolvida pelo engenheiro Roberto, mostrou soluções para identificar rapidamente a mastite em vacas, enquanto tecnologias de rastreabilidade e monitoramento foram citadas como essenciais para eficiência na produção.

Técnica de forragem verde hidropônica e desafios para democratizar o acesso a inovações foram discutidos, apontando que a adoção dessas ferramentas pode elevar a competitividade da pecuária brasileira e reduzir desperdícios no setor.

Produtores rurais, técnicos e especialistas do agronegócio se reuniram em Brasília para a um evento que apresentou tecnologias que visam transformar a pecuária brasileira, focando em produtividade e no combate a doenças que geram prejuízos severos ao setor leiteiro nacional.

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Um dos grandes destaques do encontro foi a apresentação de soluções para a mastite, inflamação da glândula mamária do gado que atinge cerca de 17% do rebanho leiteiro no Brasil. A doença é responsável pela perda de até 2 bilhões de litros de leite por ano, representando um dos maiores gargalos financeiros para o produtor.

Inovação no combate à mastite

O engenheiro Roberto apresentou uma "raquete digital", equipamento portátil desenvolvido ao longo de sete anos. O dispositivo utiliza tecnologia IoT (Internet das Coisas) e rádio frequência para identificar a infecção de forma rápida e precisa.

Conectado à internet, o aparelho funciona em conjunto com uma tornozeleira no animal, que serve como um "RG" do gado. Ao coletar a amostra, o sistema processa os dados em apenas 40 segundos, indicando exatamente qual teto da vaca está infectado. Essa rapidez permite um tratamento imediato, evitando a propagação da doença no rebanho.

Para o pecuarista Eduardo Henrique, que já utiliza tecnologias de monitoramento na Fazenda Asa Branca, o uso de softwares e planilhas automatizadas é essencial. Ele ressalta que a rastreabilidade ajuda desde o nascimento do bezerro até o cruzamento genético ideal, garantindo eficiência nas fases de cria e recria.

Nutrição e forragem hidropônica

Além da saúde animal, a nutrição foi tema central com a apresentação da forragem verde hidropônica. A técnica consiste em germinar grãos de cereais em ambiente climatizado, sem a necessidade de solo e independentemente das variações climáticas externas.

O processo transforma o grão em um alimento com maior teor de nutrientes e matéria seca. Segundo especialistas no evento, a forragem hidropônica é mais digerível para o gado, o que facilita a absorção de nutrientes e potencializa o ganho de peso e a produção de leite em espaços reduzidos.

Desafios da implementação tecnológica

Embora o Brasil detenha o segundo maior rebanho bovino do mundo e seja o líder em exportação de carne, o acesso a essas inovações ainda é desigual. Especialistas apontam que aproximar o produtor dessas ferramentas é o principal objetivo de eventos como o TecPack.

A intenção é converter o conhecimento técnico em aplicação prática na propriedade rural. Com a democratização dessas tecnologias, a expectativa é que o setor consiga reduzir desperdícios e elevar o padrão de competitividade da pecuária brasileira frente ao mercado internacional.

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