
Vara correta, molinete e licenças são fundamentais para não errar na pesca
Reprodução/Band
Resumo
Orientação inicial destaca definição da espécie-alvo e do local de pesca como etapa essencial para iniciantes, recomendando pesquisa prévia e aquisição de equipamentos adequados ao tipo de peixe e ambiente, além do registro obrigatório no Ministério da Pesca e Aquicultura.
Diversidade de peixes brasileiros inclui Tucunaré, Pirarucu, Trairão, Dourado, Pintado, Cachara, Pacu e Tambacu, com escolhas variando conforme a região e o ambiente de pesca, sendo os pesqueiros indicados para iniciantes pela facilidade de acesso e aprendizado.
Legislação exige Registro Geral da Atividade Pesqueira para prática amadora, proíbe uso de redes, explosivos e substâncias tóxicas, recomenda anzóis sem farpas e manuseio com mãos molhadas para preservar o peixe, além de limitar embarcações a três pessoas e exigir colete salva-vidas para segurança.
Para ingressar no mundo da pesca esportiva com sucesso, especialistas e órgãos oficiais recomendam que o pescador iniciante defina primeiramente a espécie-alvo e o local da prática antes de adquirir os materiais. A preparação adequada envolve não apenas a escolha técnica entre varas e molinetes, mas também o cumprimento da legislação vigente, como o registro obrigatório no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Segundo orientações de especialistas do ministério, o erro mais comum de quem está começando é investir em equipamentos genéricos. A recomendação técnica é clara: não existe uma "vara universal". A eficiência da pescaria depende diretamente da adequação do material ao tipo de peixe e ao ambiente, seja em rios, lagos ou pesqueiros.
As normas federais brasileiras, regidas pela Lei da Pesca, classificam os equipamentos permitidos para a categoria amadora em dois grupos principais. O primeiro abrange a linha de mão e o caniço simples — varas sem molinete, como as de bambu ou telescópicas. O segundo grupo inclui as varas equipadas com molinete ou carretilha, que exigem maior técnica de manuseio.
Espécies e regiões de pesca
O Brasil possui uma vasta diversidade de peixes de interesse esportivo, monitorados por instituições como a Embrapa. A escolha do local define qual equipamento levar na bagagem.
Na Bacia Amazônica e na região do Tocantins-Araguaia, o destaque é o Tucunaré (Cichla spp.), considerado o ícone da pesca esportiva nacional, ao lado de gigantes como o Pirarucu e o Trairão.
Já para quem busca pescar no Pantanal (Bacia do Paraguai), os alvos principais são o Dourado e o Pintado (Surubim), além do Cachara e do Pacu.
Para os iniciantes que frequentam pesqueiros — ambientes controlados que facilitam o aprendizado —, o Tambacu é a espécie mais recomendada. Segundo dados do setor, este peixe oferece facilidade de acesso e emoção na captura, ideal para quem está praticando os primeiros arremessos.
Licenciamento e proibições
A prática da pesca amadora, seja ela embarcada ou desembarcada, exige regularização. O pescador deve possuir o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Embora o uso de linha de mão e caniço simples possa ter isenções em casos específicos, a licença é altamente recomendada para o transporte do pescado e dos equipamentos, evitando problemas com a fiscalização ambiental. O documento pode ser solicitado diretamente através do portal Gov.br.
É fundamental ressaltar que a legislação proíbe terminantemente o uso de aparelhos de malha (como redes e tarrafas), explosivos ou substâncias tóxicas na pesca amadora. A atividade não pode ter fins comerciais.
Boas práticas do 'Pesque e Solte'
O bem-estar do peixe é um pilar da pesca esportiva moderna. Para garantir a sobrevivência do animal após a soltura, especialistas indicam o uso de anzóis sem farpas. Este detalhe técnico facilita a remoção do gancho e reduz significativamente os ferimentos na boca do peixe.
Outra regra de ouro refere-se ao manuseio: nunca utilize panos para segurar o peixe. O tecido remove o muco protetor da pele do animal, deixando-o vulnerável a infecções e parasitas. O correto é manusear o exemplar sempre com as mãos molhadas e mantê-lo o mínimo possível fora d'água, apenas o tempo necessário para o registro fotográfico.
No quesito segurança humana, as normas de navegação são estritas. Recomenda-se um limite máximo de três pessoas por barco para garantir a estabilidade e evitar acidentes. O uso de colete salva-vidas é obrigatório e indispensável durante toda a atividade embarcada.
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