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Pesque-pague: lazer que impulsiona o mercado de pescados no Brasil

Atividade une entretenimento familiar e pesca esportiva, movimentando a economia local e o consumo de peixes como a tilápia e o tambaqui

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 08:38 • Atualizado em 26/02/2026 • 08:38

Resumo

Os pesque-pagues brasileiros evoluíram de espaços de lazer para pilares do setor de pescados, combinando infraestrutura de entretenimento e produção comercial, atraindo famílias e praticantes da pesca esportiva em regiões como Taguatinga.

A pesca esportiva impulsiona o modelo, com pescadores como Adão e Alex destacando acessibilidade, ambiente familiar e exemplares de grande porte, enquanto o gasto médio diário varia entre R$ 60 e R$ 70, reforçando o valor do lazer seguro e tradicional.

A comercialização de pescados é beneficiada pela integração entre produção rural e serviços urbanos, com empresários como Gilberto fornecendo tilápias a restaurantes, e dados do IBGE mostram potencial de expansão, já que o consumo nacional é metade da média mundial, indicando oportunidades para negócios agregados e sustentáveis.

Os pesque-pagues espalhados pelo Brasil deixaram de ser apenas uma opção de lazer de fim de semana para se tornarem um importante pilar do setor de pescados. Em Taguatinga, no Distrito Federal, o modelo de negócio demonstra como a união entre infraestrutura de entretenimento e produção comercial pode fortalecer a cadeia produtiva e atrair famílias e praticantes da pesca esportiva.

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A atividade, que ganhou força no país na década de 1990, hoje apresenta estruturas grandiosas. Segundo Gilberto, proprietário de um estabelecimento na região administrativa do DF há quase 30 anos, o segredo para a prosperidade do negócio foi a diversificação. Em uma área de quatro hectares, ele mantém sete tanques, parque aquático e local para eventos, focando no bem-estar de quem busca contato com a natureza.

Pesca esportiva e o perfil do frequentador

A pesca esportiva é um dos grandes motores desses locais. Diferente da pesca extrativa, nesta modalidade o peixe é fisgado e devolvido à água, preservando o animal. Adão, pescador experiente frequentador de Taguatinga, relata que a prática é um hobby acessível e gratificante. Recentemente, ele fisgou um tambaqui de aproximadamente 20 quilos, reforçando que o local oferece exemplares de grande porte, que podem chegar a 60 quilos.

Para os praticantes, o custo-benefício é um atrativo. O gasto médio diário com a pesca esportiva gira entre R$ 60 e R$ 70, somado ao consumo de alimentação no local. Frequentadores como Alex destacam o ambiente familiar como fator decisivo, levando filhos e sobrinhos para manter a tradição do esporte e desfrutar do lazer com segurança.

Impacto no mercado de consumo e economia

Além do entretenimento, o modelo de pesque-pague beneficia diretamente a comercialização de pescados. Gilberto explica que compra peixes já criados para abastecer os tanques de diversão, mas também mantém uma linha de beneficiamento. Ele fornece tilápias embaladas para diversos restaurantes da região, integrando a produção rural ao setor de serviços urbano.

O setor ainda possui grande margem de crescimento no mercado interno. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o brasileiro consome, em média, 10 quilos de pescado por ano. O volume representa apenas metade da média mundial de consumo, evidenciando o potencial de expansão para negócios que aproximam o consumidor do produto final.

Para os empresários do ramo, o sucesso financeiro está atrelado à capacidade de oferecer serviços agregados. "As pessoas procuram um lazer para a família toda", avalia Gilberto. Ao transformar a pescaria em um complexo de entretenimento, o produtor consegue equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade do negócio ao longo das décadas.

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