Agroband

Peste Suína Africana ameaça a Europa com surto na Espanha

Brasil já registrou caso da doença em 1984 e desde então, se mantém livre da doença

Da redação
DA REDAÇÃO

05/12/2025 • 11:28 • Atualizado em 05/12/2025 • 11:28

Javalis são considerados pragas em todo o mundo; na Europa, espalhadam PSA

Javalis são considerados pragas em todo o mundo; na Europa, espalhadam PSA

Reprodução/CNA

A a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada oficialmente, nesta semana, sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha. Os casos começaram a ocorrer na última semana de novembro e a OMSA recebeu o alerta no dia 26 de novembro. Exportações de carne suína produzidas na Espanha foram suspensas e o prejuízo do setor deve ultrapassar 3 bilhões de Euros.

Compartilhar

A Peste Suína Africana (PSA) é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.