Agroband

Plano Safra da Agricultura Familiar significa alimentos mais baratos, afirma Paulo Teixeira

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca que financiamentos contribuem para safra recorde de alimentos, produção sem agrotóxicos e inflação mais baixa

Por Redação
REDAÇÃO

01/07/2025 • 11:08 • Atualizado em 01/07/2025 • 11:08

Financiamento do governo pode baratear preço de alimentos, diz ministro

Financiamento do governo pode baratear preço de alimentos, diz ministro

Trilux

Resumo

Plano Safra da Agricultura Familiar, lançado pelo Governo Federal, destina R$ 89 bilhões para pequenos produtores, visando aumentar a produção e reduzir o preço dos alimentos.

Ministro Paulo Teixeira destaca a previsão de colheita de 1,2 bilhão de toneladas de alimentos e a queda significativa dos preços de itens essenciais como arroz, feijão e batata.

O foco do plano é também o incentivo à agricultura orgânica e agroecológica, com taxas de juros reduzidas para financiamentos, buscando inclusão econômica e preocupação ambiental.

O Plano Safra da Agricultura Familiar, anunciado pelo Governo Federal na segunda-feira (30), vai contribuir para a produção recorde e, com isso, reduzir o preço dos alimentos que chegam à mesa da população. Foi o que afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante entrevista no programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (1º), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Compartilhar

Com R$ 89 bilhões voltados especialmente aos pequenos produtores para políticas de crédito rural, compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica e garantia de preço mínimo, o ministro disse que o plano bate recorde de recursos, o que vai contribuir para a terceira safra recorde consecutiva no Brasil, com previsão de colheita de 1,2 bilhão de toneladas de alimentos.

Para o ministro, o aumento na produção tem refletido na queda de preço de alimentos. Ele citou a queda de 33% no preço do arroz, 10% do feijão, 46% da batata inglesa, 16% da banana e quase 30% do tomate.

A inflação está baixando e quem lidera essa baixa na taxa de inflação são os alimentos. Nós estamos vivendo um momento bom”, afirmou o ministro

Do total destinado ao Plano Safra da Agricultura Familiar, R$ 78,2 bilhões são do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que este ano completa 30 anos. O valor representa aumento de 47,5% do crédito rural para a agricultura familiar, quando comparado ao último governo.

Está mantida a taxa de apenas 3% para financiar a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico. “Diante de um juro de Selic de 15%, 2% é um juro ultra negativo. Para quê? Para estimular a agricultura orgânica”, explicou.

Essa estratégia, adotada nos últimos dois Planos Safras da Agricultura Familiar, resultou no aumento dos financiamentos para produtos da cesta básica, gerando renda no campo e garantindo preços mais justos aos consumidores

O que o presidente Lula quer? Alimentos baratos e de qualidade com fartura na mesa do povo brasileiro”, disse Paulo Teixeira

Durante o bate-papo com radialistas de várias regiões, o ministro destacou que o Plano Safra da Agricultura Familiar realiza a inclusão econômica, a nacionalização dos recursos, tem preocupação ambiental e incentiva a produção de máquinas de menor porte.

“Ele (Plano Safra) tem um componente muito forte de inclusão pela via econômica da mulher, do jovem e das pessoas mais pobres. O Plano Safra tem uma centralidade importante de incluir as pessoas. O crédito para o pequeno é uma marca do nosso Plano Safra”, afirmou o ministro.

Tópicos relacionados