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Praga caruru-palmeri é encontrada primeira vez em SP

Planta invasora altamente resistente a herbicidas é identificada na região de São José do Rio Preto; propriedade está interditada para evitar contágio

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 09:02 • Atualizado em 10/02/2026 • 09:02

Resumo

Agricultura paulista enfrenta alerta após confirmação da planta invasora caruru-palmeri no interior do estado, considerada uma das mais agressivas e resistentes do mundo, com foco inicial em São José do Rio Preto e mobilização de órgãos de defesa sanitária para conter a disseminação.

Propriedade rural afetada encontra-se interditada, com proibição total de movimentação de material vegetal e máquinas, enquanto pesquisadores destacam que a presença da praga pode reduzir drasticamente a produtividade da soja devido à sua resistência a herbicidas e alta capacidade de competição por recursos.

Controle da espécie exige monitoramento constante, limpeza rigorosa de máquinas agrícolas e manejo integrado, sendo essencial a detecção precoce para evitar a propagação e o aumento dos custos de produção nas lavouras paulistas e de outras regiões do país.

A agricultura paulista está em alerta após a confirmação da presença da Amaranthus palmeri, popularmente conhecida como caruru-palmeri, no interior do estado. A planta invasora, considerada uma das daninhas mais agressivas e difíceis de controlar no mundo, foi identificada pela primeira vez em solo paulista na região de São José do Rio Preto, mobilizando órgãos de defesa sanitária.

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O foco foi detectado em uma propriedade rural que já se encontra interditada. De acordo com os protocolos de segurança biológica, está terminantemente proibida a saída de qualquer material vegetal, resíduos de máquinas ou solo da área afetada. A medida visa conter a disseminação da semente, que possui alto poder de propagação.

O impacto da praga na produtividade da soja

A grande preocupação dos produtores e pesquisadores reside na resistência da espécie. O caruru-palmeri é uma praga quarentenária que desenvolveu tolerância a diversos tipos de herbicidas comumente utilizados no campo. Sua presença pode causar uma redução drástica na produtividade das lavouras, especialmente na soja.

No caso identificado em São José do Rio Preto, a colheita da oleaginosa só será liberada pelas autoridades após a eliminação total do foco da planta invasora. A planta compete por nutrientes, luz e água, podendo comprometer mais de 80% da produção se não for controlada precocemente.

Até então, a ocorrência desta planta daninha no Brasil estava restrita aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A chegada ao Sudeste coloca em risco um dos principais polos agrícolas do país, exigindo monitoramento rigoroso das equipes de fiscalização e dos próprios produtores.

Como identificar e controlar o caruru-palmeri

Diferente de outros tipos de caruru comuns no Brasil, a variante palmeri possui um crescimento extremamente rápido, podendo atingir mais de dois metros de altura. Suas folhas apresentam um formato de diamante e pecíolos (o "cabinho" da folha) que costumam ser mais longos que a própria folha.

Para o controle efetivo, especialistas recomendam:

  • Monitoramento constante: Identificar a planta ainda jovem, antes da floração.
  • Limpeza de máquinas: Evitar que colheitadeiras vindas de outras regiões tragam sementes presas ao maquinário.
  • Manejo integrado: Utilizar diferentes mecanismos de ação de herbicidas e cobertura de solo.

A detecção precoce é a única forma de evitar que a praga se estabeleça de forma permanente no estado, o que elevaria significativamente os custos de produção devido à necessidade de manejos químicos mais complexos e caros.

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