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Preço do azeite de oliva despenca 25% em São Paulo

Consumidores paulistas encontram alívio nas gôndolas; isenção de impostos e safra europeia favorável são os principais motivos da redução

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 08:40 • Atualizado em 04/02/2026 • 08:40

Considerado um dos itens que mais pesou no bolso dos brasileiros nos últimos anos, o azeite de oliva finalmente apresenta uma trajetória de deflação consistente. De acordo com o índice da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o preço do produto acumulou uma queda de 25% no estado de São Paulo ao longo do último ano.

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O recuo não foi pontual: o setor supermercadista registrou 11 meses consecutivos de baixa nos preços, revertendo parte da forte alta que o item sofreu anteriormente. Apenas em dezembro de 2025, a categoria de óleos vegetais — puxada pelo azeite — ficou quase 5% mais barata.

A redução drástica nos preços é resultado de uma combinação de fatores econômicos e climáticos:

  • Isenção de Impostos: A retirada de tributos sobre a importação ajudou a reduzir o custo de chegada do produto ao mercado brasileiro.
  • Recuperação na Europa: Após safras severamente castigadas por secas e ondas de calor na Espanha e na Grécia (principais produtores mundiais), a safra europeia se recuperou, aumentando a oferta global do produto.
  • Estabilidade do Setor: Com maior oferta e menores custos de importação, os supermercados conseguiram repassar a economia diretamente para o consumidor final.

Tendência para o consumidor

O cenário atual traz um alívio para o orçamento doméstico, permitindo que o azeite, item essencial na dieta mediterrânea e muito valorizado pela culinária brasileira, volte a frequentar o carrinho de compras com mais regularidade. Especialistas do setor indicam que a estabilidade deve se manter enquanto as condições de importação e as safras internacionais permanecerem favoráveis.