Considerado um dos itens que mais pesou no bolso dos brasileiros nos últimos anos, o azeite de oliva finalmente apresenta uma trajetória de deflação consistente. De acordo com o índice da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o preço do produto acumulou uma queda de 25% no estado de São Paulo ao longo do último ano.
O recuo não foi pontual: o setor supermercadista registrou 11 meses consecutivos de baixa nos preços, revertendo parte da forte alta que o item sofreu anteriormente. Apenas em dezembro de 2025, a categoria de óleos vegetais — puxada pelo azeite — ficou quase 5% mais barata.
A redução drástica nos preços é resultado de uma combinação de fatores econômicos e climáticos:
- Isenção de Impostos: A retirada de tributos sobre a importação ajudou a reduzir o custo de chegada do produto ao mercado brasileiro.
- Recuperação na Europa: Após safras severamente castigadas por secas e ondas de calor na Espanha e na Grécia (principais produtores mundiais), a safra europeia se recuperou, aumentando a oferta global do produto.
- Estabilidade do Setor: Com maior oferta e menores custos de importação, os supermercados conseguiram repassar a economia diretamente para o consumidor final.
Tendência para o consumidor
O cenário atual traz um alívio para o orçamento doméstico, permitindo que o azeite, item essencial na dieta mediterrânea e muito valorizado pela culinária brasileira, volte a frequentar o carrinho de compras com mais regularidade. Especialistas do setor indicam que a estabilidade deve se manter enquanto as condições de importação e as safras internacionais permanecerem favoráveis.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:

