
Apesar da pressão altista observada em São Paulo, o cenário é distinto na maior parte do Brasil
Wenderson Araujo/Trilux/CNA
Os preços do milho voltaram a subir em diversas praças de São Paulo ao longo desta semana. A valorização é impulsionada pela postura firme dos vendedores, que monitoram de perto as condições climáticas e as cotações internacionais.
O movimento de alta também reflete a redução dos estoques e a necessidade imediata de abastecimento por parte das indústrias e pecuaristas. Com a oferta restrita no curto prazo, consumidores têm aceitado pagar valores mais elevados no mercado spot — modalidade de negociação para entrega imediata — enquanto esperam que a colheita da segunda safra ganhe ritmo e normalize o fluxo de mercadorias.
Apesar da pressão altista observada em São Paulo, o cenário é distinto na maior parte do Brasil. Nas regiões do Centro-Oeste, o avanço da colheita da segunda safra tem pressionado as cotações para baixo.
O comportamento dos compradores nestas regiões é de cautela. Com os armazéns abastecidos, a demanda é limitada e restrita apenas às necessidades operacionais imediatas, o que acaba restringindo maiores reações nos preços do grão neste momento.
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