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Preço do trigo sobe no Brasil com baixa oferta e produtores retraídos

Escassez de cereal no mercado disponível impulsiona cotações no Paraná e moageiras enfrentam dificuldades para repor estoques

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 14:18 • Atualizado em 07/04/2026 • 14:18

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Resumo

O aumento do preço do trigo no mercado brasileiro é impulsionado pela baixa oferta do cereal, especialmente no mercado spot, com destaque para o Paraná, onde as cotações já superam R$ 1.280 por tonelada.

A retração estratégica dos agricultores, focados na colheita de verão e na busca por melhores oportunidades de venda, limita a liquidez do mercado, enquanto as indústrias moageiras enfrentam necessidade urgente de recomposição de estoques e aceitam pagar valores mais altos para garantir o abastecimento.

A sazonalidade da safra de verão reduz a oferta de trigo disponível, pressionando ainda mais os preços, e especialistas apontam que a tendência de alta deve se manter enquanto produtores priorizarem outras culturas e mantiverem o cereal estocado.

O preço do trigo no mercado brasileiro mantém uma trajetória de alta nas principais praças de comercialização neste início de abril. A baixa oferta do cereal no mercado spot — termo utilizado para definir as transações de pronta entrega com pagamento imediato — é o principal fator que sustenta a valorização dos preços. No Paraná, as cotações médias já superam os R$ 1.280 por tonelada.

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De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse patamar de preço não era registrado desde meados de setembro de 2025. O cenário atual reflete uma retração estratégica dos agricultores, que optam por aguardar janelas de comercialização mais rentáveis, além de estarem focados nos trabalhos de colheita e manejo da safra de verão.

Entenda por que o preço do trigo está subindo

A liquidez do mercado nacional, que é a facilidade de transformar o produto em dinheiro através de vendas rápidas, está limitada. Segundo os pesquisadores do Cepea, os produtores rurais seguem afastados das mesas de negociação. Essa postura cria um gargalo na oferta, justamente em um período onde a demanda industrial se mostra mais aquecida.

As moageiras, indústrias responsáveis por transformar o trigo em farinha, apresentam uma necessidade urgente de recomposição de estoques neste início de mês. Com os silos vazios e a necessidade de manter as linhas de produção ativas, essas empresas são obrigadas a ceder à pressão dos vendedores e aceitar preços mais elevados para garantir o abastecimento.

Impacto da safra de verão na comercialização

Outro fator determinante para o atual cenário é a sazonalidade. Grande parte dos agricultores está com as atenções voltadas às atividades da safra de verão, como o milho e a soja. Esse foco operacional reduz a movimentação de cargas de trigo, contribuindo para a baixa disponibilidade do cereal no mercado disponível.

A dinâmica de preços no setor agropecuário funciona sob a lei da oferta e da procura. Quando a disponibilidade de um produto essencial como o trigo cai, o custo de aquisição sobe para toda a cadeia produtiva. Esse movimento acaba impactando, futuramente, o custo de produção de itens básicos na mesa do brasileiro, como pães, massas e biscoitos.

Perspectivas para o mercado de trigo

Especialistas indicam que a tendência das cotações dependerá da velocidade com que os produtores retornarão ao mercado de comercialização. Enquanto a prioridade for a colheita de verão e a manutenção do cereal estocado, a tendência é de que os preços continuem pressionados para cima.