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Produção de eucalipto em SP cresce 14%; veja regiões que apostam no cultivo

Setor florestal paulista se consolida como o terceiro maior do país, impulsionando exportações de celulose e sistemas integrados no campo

Da redação
DA REDAÇÃO

07/06/2026 • 09:40 • Atualizado em 07/06/2026 • 09:40

Florestas plantadas com eucalipto representam 77% do território paulista

Florestas plantadas com eucalipto representam 77% do território paulista

Ascom/SAA

O cultivo de eucalipto em São Paulo registrou um crescimento de 14% na produção, fazendo o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do setor atingir R$ 2,9 bilhões. O avanço foi apontado por dados oficiais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

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A cultura vive um momento de forte expansão no campo paulista. O desempenho atual fortalece uma cadeia produtiva estratégica que abastece indústrias, impulsiona exportações e desenvolve regiões do estado.

Atualmente, o eucalipto atende a diferentes segmentos da economia nacional. A planta serve de matéria-prima para papel, celulose, biomassa, carvão vegetal, construção civil e movelaria. A espécie também é utilizada na produção de óleos essenciais e destaca-se pela rapidez de renovação.

Silvicultura nacional

A espécie ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas no território paulista. Ao todo, os produtores cultivam pouco mais de 1 milhão de hectares no estado. Com esse volume, São Paulo ocupa a posição de terceiro maior produtor nacional da cultura. O estado fica atrás apenas de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul.

A produção paulista atingiu a marca de 23,9 milhões de metros cúbicos. O resultado representa uma alta de 14,6% na comparação direta com o ciclo anterior. As principais regiões produtoras são o sudoeste paulista, o centro-oeste e o Vale do Paranapanema. Essas áreas apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e disponibilidade de terras para o plantio.

Cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba e Botucatu funcionam como polos da silvicultura. O cultivo também ocorre em Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema.

Impacto na balança comercial

Os produtos florestais ocupam a terceira maior participação nas exportações do agronegócio de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, o setor alcançou a marca de US$ 1,14 bilhão em valor exportado. O montante representou 13,6% do total de produtos comercializados pelo estado para o exterior no período.

Dentro dessa participação setorial, a celulose respondeu por 66,3% do total exportado. Já o papel representou 27,9% do faturamento do grupo comercial.

A presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo, Fernanda Abilio, ressaltou a consolidação do ramo. A executiva aponta que a base produtiva estadual é sustentável e altamente tecnificada. "O crescimento observado no VPA e na produção reflete a competitividade do setor e sua capacidade de agregar valor, gerar empregos e movimentar exportações", afirmou a diretora-executiva da Florestar.

Integração e sustentabilidade no campo

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento atua no desenvolvimento do setor por meio de pesquisas da Apta Regional. Os trabalhos focam na viabilidade do sistema de Integração Pecuária, Lavoura e Floresta (ILPF). Esses sistemas integrados combinam o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas e criação de gado. A prática estimula diretamente a agricultura regenerativa no campo.

As pesquisas são realizadas nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê. Os estudos de campo comprovam ganhos em produtividade, sustentabilidade e rentabilidade para o produtor rural. O sistema também atua na recuperação de áreas degradadas. O manejo correto ajuda a restaurar o solo e otimizar o uso da propriedade agrícola.

O plantio de eucalipto também funciona como aliado direto do bem-estar animal. As árvores geram conforto térmico para os rebanhos da raça Nelore. A sombra das florestas plantadas reduz os impactos do calor excessivo nos pastos. Com isso, o sistema favorece melhores condições fisiológicas e produtivas para os rebanhos paulistas.

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