Resumo
Estudo da USP e Embrapa aponta que a produção de leite no Brasil emite 1,19 kg de CO2 por litro, menos da metade da média mundial, resultado atribuído à eficiência no manejo, nutrição balanceada e investimento em genética.
Análise de 28 fazendas em sete estados mostra que vacas mais saudáveis e bem alimentadas, aliadas ao melhoramento genético, aumentam a produtividade e reduzem proporcionalmente as emissões de gases de efeito estufa por litro de leite.
Especialistas e produtores, como o pecuarista João, destacam que práticas tecnológicas, manejo adequado e foco em sustentabilidade garantem ganhos ambientais e econômicos, consolidando o Brasil como referência internacional e promovendo a continuidade das propriedades para futuras gerações.
A produção de leite no Brasil emite menos gases de efeito estufa (GEE) do que a média mundial, segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Embrapa. A pesquisa revela que a eficiência no manejo, a nutrição balanceada e o investimento em genética são os pilares que garantem um desempenho ambiental superior nas propriedades brasileiras.
Eficiência produtiva e impacto ambiental
O estudo analisou 28 fazendas em sete estados brasileiros, considerando todo o ciclo de produção — desde a entrada de insumos até o descarte de animais. O resultado mostra que a pegada de carbono do leite nacional é de 1,19 kg de CO2 equivalente por litro. O índice é menos da metade da média global, que chega a 2,5 kg de CO2 por litro produzido.
A "pegada de carbono" é um indicador que mede o total de gases de efeito estufa emitidos durante um processo produtivo. No caso do leite, quanto maior a produtividade de cada animal, menor é a emissão proporcional por litro de produto final. Isso ocorre porque vacas mais saudáveis e bem alimentadas expressam melhor seu potencial genético, entregando mais leite com o mesmo nível de recursos.
O papel da genética e nutrição
Em propriedades de destaque, como as visitadas pela reportagem do AgroBand em Goiás, o investimento em genética da raça Gir Leiteiro e o uso de doadoras de embriões transformam o perfil do rebanho. Com animais geneticamente superiores, a tendência é uma resposta produtiva mais robusta, desde que acompanhada de manejo adequado.
A nutrição também desempenha um papel crucial na sustentabilidade. Dietas balanceadas com ingredientes específicos garantem que o gado permaneça saudável e produtivo. Em uma das fazendas analisadas, o rebanho de 400 animais em lactação apresenta uma média de 33 litros de leite por dia por vaca, número que reforça a tese de que a eficiência financeira caminha junto com a eficiência ambiental.
Sustentabilidade para as futuras gerações
Para especialistas e produtores, o segredo da baixa emissão está na combinação de ferramentas tecnológicas, melhoramento genético, nutrição precisa e manejo correto de dejetos. Essas práticas permitem ganhos adicionais tanto na produção quanto nos indicadores ambientais, colocando o Brasil em posição de destaque frente a outros competidores internacionais.
João, jovem pecuarista e agrônomo, exemplifica a nova geração que vê a sustentabilidade como base do negócio. Ele ressalta que o objetivo é garantir a continuidade da propriedade para os filhos, provando que o agronegócio pode ser sustentável e eterno ao adotar práticas que respeitem o meio ambiente sem abdicar da rentabilidade.
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