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Produção de uva dobra em Goiás e impulsiona turismo na Rota dos Pirineus

O avanço da vitivinicultura transforma o Cerrado goiano em polo de vinhos finos, atraindo investimentos imobiliários e milhares de visitantes

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 11:11 • Atualizado em 13/07/2026 • 11:11

Vitivinicultura ganha espaço em Goiás e impulsiona o setor imobiliário

Vitivinicultura ganha espaço em Goiás e impulsiona o setor imobiliário

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A produção de uva em Goiás dobrou nos últimos anos, saltando de 1.516 toneladas para 3.264 toneladas, segundo dados do Panorama da Viticultura no Brasil da Embrapa. O crescimento expressivo consolida a vitivinicultura — atividade que abrange desde o cultivo das videiras até a elaboração do vinho — em pleno Cerrado. O avanço da fruta impulsiona a Rota dos Pirineus como um dos novos destinos enoturísticos do país.

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Antes restrito ao Sul e Sudeste devido às exigências de clima temperado, o cultivo de uvas finas expandiu-se para regiões tropicais graças à técnica da poda dupla. O método altera o ciclo natural da videira por meio de duas podas anuais, forçando o amadurecimento dos frutos durante o inverno, período de dias ensolarados e noites frias no Centro-Oeste. Atualmente, o estado responde por 7% do vinho de inverno do Brasil, de acordo com a Anprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno).

Enoturismo e rota gastronômica aquecem o Cerrado

O cultivo da fruta se concentra em regiões como Paraúna, Hidrolândia e no entorno do Distrito Federal. No entanto, é a Rota dos Pirineus que desponta no mercado nacional de vinhos finos. Formada pelos municípios de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá, a região sela a criação de um corredor enoturístico com nove vinícolas em atividade.

O turismo na região serrana ganha força com a associação entre os vinhos locais e a produção artesanal de queijo. Juntas, as atividades estruturam uma nova rota gastronômica que oferece visitas guiadas e degustações direto com os produtores rurais. O fluxo turístico atinge a marca de 80 mil visitantes mensais na baixa temporada, subindo para 120 mil pessoas por mês nos períodos de alta sazonalidade.

Mercado imobiliário acompanha expansão da vitivinicultura

A valorização do estilo de vida ligado à natureza e ao isolamento planejado reflete-se no mercado imobiliário regional. A busca por segunda moradia e imóveis voltados para locação de curta temporada acelerou o lançamento de condomínios horizontais integrados à paisagem local.

Um dos reflexos desse cenário é o Salto Imperial, empreendimento de lotes implantado ao lado da cachoeira do Salto Corumbá. A primeira fase do projeto registrou a venda de 93% dos terrenos. O coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro destaca que os terrenos acidentados são os mais procurados pelos compradores, que buscam construir casas integradas à topografia para valorizar a vista das serras. “São os primeiros [terrenos] a acabar”, diz ele.

Além de turistas, a região atrai pessoas que elegem a região como segunda ou até primeira moradia. “Com a consolidação do teletrabalho, muita gente tem investido em uma segunda moradia para passar parte da semana ou do mês no local, como o público da área de Tecnologia da Informação que atendemos com uma certa recorrência”, diz Robério Siquiero, especialista imobiliário e gerente comercial da ABL Prime, uma das desenvolvedoras do projeto, juntamente com a Trinus.

O aquecimento econômico atrai investidores e profissionais de grandes centros que adotaram o regime de teletrabalho para fixar residência na região. Especialistas do mercado imobiliário local apontam que o perfil dos novos moradores inclui profissionais de tecnologia em busca de qualidade de vida. As obras de infraestrutura avançam no coração da rota turística, acompanhando o ritmo de crescimento da produção vitivinícola goiana.